Indústria quer apoio para produzir equipamentos nas áreas de defesa

“Parece-nos que agora é o momento oportuno para se dar maior apoio a esses materiais e equipamentos”, disse o general Joélcio de Campos Silveira, diretor da Abimde (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), em referência prioridade demonstrada pelo governo com a criação de grupo interministerial para elaborar o Plano Nacional Estratégico de Defesa, a ser apresentado em setembro.
Tenho a impressão de que este plano vai nos beneficiar. A indústria ainda não está colaborando, mas eu tenho certeza de que vai participar, disse, ao informar que cerca de 30 mil pessoas trabalham em atividades ligadas área de defesa e que o setor produtivo se caracteriza pela diversidade, ao fabricar mais que armas e munições.
São mais de 30 itens, que incluem uniformes, coletes, binóculos, alimentos, pára-quedas, não é só mercadoria da morte. Há material que traz benefícios para a população civil, além de divisas para o país, disse. O general lamentou, contudo, o pequeno volume de exportações, inclusive de mísseis, lançadores de foguetes e uniformes: “A indústria não vende hoje nem para o próprio país. Já tivemos um período muito favorável, há uns 20 anos, quando chegamos a exportar cerca de US$ 1 bilhão ao ano. Se estivermos na faixa de US$ 400 milhões, é muito”.
Para Silveira, o governo deveria contribuir com a destinação, às Força Armadas, de um orçamento que permita a compra de equipamentos e suprimentos de empresas brasileiras. “O Exército, a Marinha e a Aeronáutica não estão recebendo verba suficiente e no âmbito sul-americano já não somos os primeiros em termos de equipamentos. No exterior, a primeira pergunta dos compradores é se as tropas brasileiras consomem o material nacional. Como não consomem, perdemos um pouco do crédito”, disse.
O general participou da reunião realizada pela Abdi (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a fim de diagnosticar possíveis problemas, indicar soluções e definir um plano estratégico para a indústria.
Em novembro passado, ao visitar cinco das principais indústrias brasileiras do setor, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, declarou que é necessário ter uma indústria forte e diversificada para evitar uma dependência excessiva do exterior, o que pode comprometer a operacionalidade das Forças Armadas em momentos de crise.

Plano é essencial para projeto

Para o diretor da Abimde (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), general Joélcio de Campos Silveira, o encontro vi­sa a reunir forças que, segundo ele, estão hoje dispersas: “As Forças Armadas precisam se unir e nós precisamos ter apoio de financiamentos, apoio do governo”. Responsável por elaborar o plano setorial para a indústria, a diretora da Abdi, Rosane Argou, lembrou que “quando tratamos de defesa, no país, falamos de como possibilitar que as Forças Armadas tenham mais e melhores condições de atender, por exemplo a quem mora lá no meio da Amazônia, em áreas de difícil acesso”.
Participaram do encontro representantes dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior da Defesa, entre outros.

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