28 de junho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Indústria puxa número de empregos do Amazonas para baixo

A indústria (206 mil) puxou o número de empregos do Amazonas para baixo, no quatro trimestre, levando Manaus ao retorno da liderança nacional em termos de desocupação profissional em todo o país. A boa notícia é que os trabalhadores do setor aumentaram seus rendimentos – na contramão da média registrada no Estado. Os dados foram extraídos da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua Trimestral, divulgada pelo IBGE, nesta sexta (14)

Conforme a sondagem, o aumento médio na taxa de ocupação da capital e do Estado não se refletiu na indústria. O setor seguiu na quarta colocação entre as atividades econômicas, mas amagou a maior queda (-10,19%) entre elas. A manufatura amazonense chegou a esse número, ao passar de 206 mil para 185 mil empregados, na virada do terceiro para o quarto trimestre.

O comércio foi o grupo que apresentou o maior número de empregos no Amazonas (315 mil), tendo registrado número 6,42% mais forte do que o do terceiro trimestre de 2019 (296 mil). A agropecuária (311 mil) veio em segundo lugar, com alta de 13,09% sobre o trimestre anterior (275 mil). A administração pública (303 mil pessoas), por outro lado, ficou na terceira posição e recuou 2,57%. A construção civil elevou seu contingente de 90 mil para 93 mil trabalhadores.

Rendimento maior

O rendimento médio dos trabalhadores empregados na indústria do Amazonas aumentou 2,78% na passagem do terceiro para o quarto trimestre, ao totalizar R$ 1.847 contra R$ 1.797. A título de comparação, a média de vencimentos apresentada pelos amazonenses ocupados entre outubro e dezembro de 2019 não passou R$ 1.728, sendo 2,15% inferior à do trimestre anterior (R$ 1.766). 

A atividade com os vencimentos médios mais elevados é a de administração pública (R$ 2.899), embora seus ganhos tenham sofrido recuo em relação ao terceiro trimestre (R$ 2.967). Em seguida, vêm os serviços de informação, comunicação, atividades financeiras e imobiliárias (R$ 2.151), que também amargaram recuo em relação ao período anterior (R$ 2.225).

Na outra ponta, os trabalhadores dos setores de agropecuária (R$ 540), serviços domésticos (R$ 731), construção (R$ 1.412) e comércio (R$ 1.593) compõem a base da pirâmide salarial do Amazonas. A despeito de responderem pelas atividades com menor remuneração, os profissionais alocados aí aumentaram seus rendimentos médios em relação ao trimestre anterior – que foram R$ 492, R$ 690, R$ 1.312 e R$ 1.482, respectivamente. 

Cautela e sazonalidade

O supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques, não soube apontar os reais motivos, mas lamentou que a retração de empregos na indústria tenha puxado para cima a taxa de desocupação do Amazonas – e de Manaus em particular – no quarto trimestre de 2019. 

“Não sei dizer o que ocorreu, mas acredito que não foi por desempenho, já que os números da indústria foi bem positivo nos últimos meses, como apontam as pesquisas do IBGE. Talvez o término dos contratos temporários tenha coincidido com o período e as empresas estejam mais cautelosas em relação ao futuro imediato. O setor amadureceu, aprendeu a fazer mais como menos, e antecipa o que vai produzir e quantas pessoas vai precisar para isso”, avaliou.

Adjalma Nogueira Jaques destaca, contudo, que o comércio e a agricultura alcançaram aumentos significativos nas contratações, embora manifeste dúvidas a respeito da continuidade desse processo no começo do ano, período do retorno das chuvas – comprometendo os ganhos da agricultura – e de sazonalidade baixa em uma economia que ainda apresenta incertezas para consumidores e investidores.  

“Além de aumentar seus rendimentos médios, o comércio empregou mais, como reflexo dos bons resultados das vendas no período. Já a agricultura apresentou alta no número de pessoas ocupadas, devido à sazonalidade das águas, pois o último trimestre representa o momento propício para a atividade. Por outro lado, a remuneração os trabalhadores rurais é baixa. De uma forma geral, a tendência é que, diferente do comércio e da indústria, esses números não se mantenham em ascendentes. Vamos ver também como a economia vai responder”, encerrou. 

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