10 de abril de 2021

Indústria puxa aumento de consumo na região Norte

O consumo de energia na Região Norte expandiu 5% em agosto, totalizando 2.178 GWh frente aos 2.075 GWh apresentados em igual mês de 2009, segundo dados da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), organização vinculada ao Ministério de Minas e Energia

O consumo de energia na Região Norte expandiu 5% em agosto, totalizando 2.178 GWh frente aos 2.075 GWh apresentados em igual mês de 2009, segundo dados da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), organização vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Mesmo assim, o consumo é o menor dentre todas regiões brasileiras, representando apenas 6,22% do consumo nacional (35.066 GW/h).
A indústria ainda mantém a liderança no dispêndio de energia. Foram gerados 1.107 GWh em agosto de 2010, aumento de 3,7% sobre o mesmo mês de 2009 (1.068 GWh). A concessionária aponta que o setor também puxou o desempenho no Amazonas, sendo responsável por 35,14% do que foi gerado.
O vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, lembra que, assim como a água, a energia também é um insumo necessário para a produção. “Isso significa que as empresas estão trabalhando mais. Algumas, até mesmo, têm estendido seu turno em 24 horas”, detalhou.
No entanto, em última pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre a produção industrial, o Amazonas havia mostrado retração de 1,3% na geração de produtos.
Azevedo comentou que houve uma queda ao longo do primeiro semestre, mas salientou, em seguida, que o setor conseguiu se ajustar. Com isso, a partir de agosto, o ritmo de produção voltou com maior intensidade. “Grande parte das empresas havia tirado férias prolongadas. Porém, em relação ao primeiro trimestre do ano, já aumentou de 10% a 15% a sua produção. Além disso, não só o ritmo frenético, mas os próprios índices cada vez mais altos de calor têm interferido no consumo elétrico”, analisou.
A classe residencial, segundo a Amazonas Energia, conseguiu a fatia de 27,57% de consumo. O poder público foi responsável por 9,20% e outros estabelecimentos somaram 8,48%.

Comércio registra maior percentual de crescimento

O setor comercial, apesar de obter um dos menores valores de consumo, foi o que apresentou o maior percentual de crescimento em relação a 2009, saindo de 271 GWh para 294 GWh, alta de 8,6%.
De acordo com a empresa Eletrobrás Amazonas Energia, o comércio gastou 19,61% do total consumido no Estado (411,65 milhões de KWh), uma porcentagem menor que a atribuída às residências e à indústria.
O presidente da FCDL-AM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas), Ralph Assayag, fala que o consumo de energia ainda é adequado e o crescimento só mostra o aumento no volume de consumo do setor.
“Os comerciantes estão ampliando seus negócios. Por isso, com essa onda de calor, há uma necessidade maior na compra de condicionadores de ar. Isso também mostra um aumento no número de funcionários, um resultado financeiro melhor”, ressaltou.
Em 12 meses, os nortistas expandiram 5,6% o consumo de energia elétrica. As famílias gastaram, em suas residências, 5.725 GWh, alta de 11,4% frente a 2009. É um dos maiores percentuais na classe residencial dentre as regiões, perdendo apenas para o Nordeste, que cresceu 12,9%.
O setor comercial também se destacou, alcançando o maior percentual em comparação ao mesmo dado nas outras regiões. Houve um incremento de 10,5%, com 3.396 GWh frente a 3.074 GWh do ano anterior.
Já a indústria, apesar de ter o maior valor de consumo, com 12.733 GWh, apresentou o menor índice de crescimento, tanto entre as classes no grupo, como entre os setores industrias de outras regiões do país. Comparado ao número de 2009 (15.522 GWh), houve um aumento de apenas 2,0%.

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