INDÚSTRIA – Produção no AM mostra reflexo da crise

A produção industrial no Amazonas recuou 3% em novembro de 2011 em relação a outubro, segundo indicadores regionais divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar da redução em novembro, o acumulado de janeiro a novembro de 2011 é positivo com 4%.
Para o presidente do Sinmen (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Eletrônicos de Manaus), Athaydes Mariano Félix, o indicador do IBGE reflete o sintoma nacional. “A redução foi em função da crise, dos problemas no mercado europeu. Isso tudo causa preocupação”, afirma. Athayde disse ainda que a redução foi pequena em função dos problemas que a indústria teve.
O pior desempenho no acumulado dos 11 meses de 2011 foi do setor de alimentos e bebidas com -9,1%, segundo informou o IBGE. O órgão afirma ainda que a menor produção de preparações em xarope e em pó para elaboração de bebidas exerceu a principal pressão negativa no total da indústria.
Já os segmentos que mostraram expansão na produção têm como destaque os equipamentos médico-hospitalares, ópticos e outros com 31,0%. Os equipamentos de transporte e de máquinas e equipamentos representam 17,6% e 10%, respectivamente. O IBGE-AM destaca ainda a produção de motocicletas, relógios de pulso e de fornos de microondas.

2010

Na comparação com novembro de 2010, o setor industrial apontou um crescimento de 0,5%, reduzindo a intensidade de crescimento frente à taxa de outubro (16,1%).
O destaque positivo foi o refino de petróleo e produção de álcool (45,2%), impulsionados pela maior produção de gasolina automotiva, óleo diesel e outros óleos combustíveis.
A produção de equipamentos de transporte (5,7%) também impulsionou o acumulado do ano, influenciado principalmente pela fabricação de motocicletas. “O setor de duas rodas teve o melhor desempenho. Cresceu quase 6%”, disse o presidente do Sinmen.
A fabricação de produtos de metal obteve a maior queda com 8,0%. Segundo o IBGE-AM, a queda foi puxada pelos recuos na produção de televisores, relógios de pulso e aparelhos de barbear. A produção de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações diminuíram em 5,5%, seguidos de equipamentos de instrumentação médico-hospitalares e ópticos com 5,1% negativos.

Brasil

Os Estados que apresentaram expansão na produção no acumulado de janeiro a novembro de 2011, na comparação com o mesmo período do ano anterior, foram Espírito Santo (6,7%), Goiás (6,2%), Paraná (5,6%), Pará (2,4%), Rio Grande do Sul (1,8%), Rio de Janeiro (0,8%), Minas Gerais (0,6%) e São Paulo (0,5%). Segundo o IBGE, o desempenho positivo destes Estados deve-se a maior presença de segmentos articulados à produção de bens de capital (transporte, construção e para fins industriais) e de bens de consumo duráveis (motocicletas, telefones celulares e relógios), além dos avanços nos setores extrativos, farmacêutico e de minerais não metálicos.

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