Indústria perde participação no PIB

A indústria do Amazonas perdeu espaço na composição do PIB (Produto Interno Bruto) do estado. Em dois anos, sua participação do setor no PIB estadual caiu seis pontos percentuais em comparação com as demais atividades econômicas: passou de 36,7% em 2010 para 30,11% em 2012. A conclusão é do relatório “Produto Interno Bruto Municipal do Estado”, referente a série 2002 a 2012, divulgado nesta semana pela Seplan (Secretaria de Estado de Planejamento).

De acordo com o documento, elaborado pela Seplan em parceria com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2012 a participação do Polo Industrial de Manaus no PIB correspondeu a 30,11% – a mais baixa da década. Também contribuíram com a formação do PIB estadual os serviços (45,85%), impostos (18%) e agropecuária (6,05%). Comparativamente, dez anos antes, em 2002, a contribuição da indústria na receita total do estado era de 36,9% – contra 40,4% dos serviços, 16,6% correspondente a impostos e 6,1% da agropecuária.

Em 2005, a indústria amazonense registrou a menor diferença entre os demais setores na composição do PIB amazonense dentro do período analisado: 38,9% – contra 42,2% dos serviços.

O relatório justifica que “a atividade industrial a partir de 2010 apresenta uma tendência de queda acompanhando o comportamento da indústria nacional”. O presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas) Antônio Silva, confirma a influência do cenário nacional para a queda do PIM. Na opinião dele, a queda já era previsível diante do cenário de estagnação da economia, principalmente quando acompanhado pela alta nos juros e na inflação.

“Temos que conter a inflação. Vemos os preços subindo mês a mês. A alta do dólar e desvalorização do real, tudo isso impacta na indústria. O governo necessita urgentemente promover as reformas tributária, trabalhista e previdenciária para que a indústria possa, finalmente, alavancar o seu crescimento. Não existe desenvolvimento em um país sem indústria”, declarou o presidente da Fieam.

Antônio Silva acredita ainda que a participação do setor deverá apresentar novas quedas em 2013 e 2014, destacando a urgência em se implantar as reformas necessárias para garantir a retomada da indústria.

“O ano de 2014 foi preocupante. No quadro ministerial (do próximo governo) teremos nomes que terão o desafio grande de fortalecer a indústria, é o caso de Armando Monteiro, que assumiu o compromisso de criar uma política industrial por meio do Mdic. Se no primeiro semestre de 2015 nada acontecer, se não tivermos sucesso nessas ações e reforma ministerial, nós continuaremos tendo problemas”, decrtetou.

Serviços crescem
Ao mesmo tempo que a indústria perdeu espaço no PIB estadual, o IBGE e a Seplan registraram um aumento na participação do setor de serviços na economia do estado. Segundo o estudo, de 2002 a 2012, o segmento aumentou de 40,4% para 45,85% sua participação no PIB, “comportamento esse que se coaduna com o comportamento das demais economias dos estados brasileiro”, explica a publicação.

Entre os municípios tiveram destaque positivos as cidades de Manaus (com as atividade de Comercio, Serviços de Manutenção e Reparação, Administração Pública, Atividade Imobiliaria e Aluguel, Intermediação Financeira), Itacoatiara (Transporte Aquaviario), Coari (Serviços Prestados a Empresas), Parintins e Manacapuru. Por outro lado os cinco menores da área de prestação de serviços são: Japurá, Itamarati, Amaturá, Silves e Itapiranga.

Ainda segundo o relatório, o Produto Interno Bruto do Estado do Amazonas em 2012 foi de R$ 64.119.835.578. As cinco maiores economias do Estado no mesmo ano foram: Manaus com R$49.824.579.379, Coari R$ 2.592.501.649, Itacoatiara R$ 1.040.442.982, Manacapuru com R$ 834.748.838 e Parintins R$ 675.333.136.

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