Indústria oscila na geração de empregos

O Amazonas gerou 296 novos postos de trabalho no mês de setembro. Foi o terceiro mês consecutivo de crescimento, embora em menor volume de empregos, em relação aos dois meses anteriores. O resultado foi impulsionado pelo subsetor de serviços com a abertura de 416 vagas. Enquanto a indústria registrou o saldo de apenas uma vaga, o que demonstra uma oscilação no ritmo de recuperação da mão da obra no PIM (Polo Industrial de Manaus). Para os empresários, apesar da aparente inexpressividade do volume de empregos, no setor industrial, o saldo é positivo e indica o início de uma estabilidade na retomada do emprego, contabilizada desde o mês de julho. Os números são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo MTb (Ministério do Trabalho) na tarde de ontem.

Quando comparado ao mês de setembro de 2016, o volume de empregos teve queda de 40%, no Estado, período em que o saldo entre admissões e desligamentos foi de 495 postos. Apesar do número positivo, o Caged aponta uma diminuição no quantitativo de vagas geradas. Após resultados negativos, o Estado registrou retomada na geração de empregos a partir de julho (1.888) e agosto (1.357).

O subsetor industrial também apresenta oscilações quanto a geração de emprego e após apresentar dois meses de crescimento na abertura de postos de trabalho, o setor mantém o índice positivo, porém, em menor volume com apenas uma vaga gerada no mês de setembro.

De acordo com o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco, o saldo de um posto de trabalho não mostra crescimento, mas indica estabilidade na geração de emprego no PIM, ao considerar que setembro foi o terceiro mês de resultados positivos em relação aos empregos.
“É um indicador de estabilidade. Não podemos classificar o número como ruim porque foi positivo, o que representa menos impacto social e manutenção de empregos. É uma questão política que se transforma em econômica e reflete no fator emprego. Esse número não nos permite comemorar, mas aponta uma estabilidade”, disse.

Na avaliação do vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, o número relacionado à indústria mostra instabilidade no desempenho do emprego. Ele explica que as fabricantes sentem uma oscilação no mercado que consequentemente atinge a produtividade. Demandas que em determinado momento são recebidas de forma expressiva, muitas vezes chegam a ser interrompidas e afetam o volume de produtos contratados anteriormente, resultando na redução do volume de pedidos. O empresário afirma que as contratações acontecem, porém, situações como as interrupções nos pedidos ocasionam a dispensa dos colaboradores.

“Há uma oscilação na demanda e quando parece que há sinal de aquecimento produtivo, vemos uma decaída rápida. Os pedidos são instáveis. Semanas após efetuar o pedido um cliente informa que não poderá mais cumprir a programação e interrompe o que estava planejado, o que posteriormente desencadeará o desligamento de funcionários”, explicou Azevedo.

Azevedo ainda ressaltou que um aspecto positivo está na retomada da confiança do consumidor e do empresário. Ele frisa que as liberações de recursos trabalhistas por parte do governo federal têm impulsionado o consumo, o que contribui com a operação da indústria.

“Os fatores que influenciaram essa retomada da confiança foram as liberações sobre o FGTS inativo, o décimo terceiro salário dos servidores públicos, o Fundeb e agora os pagamentos do PIS/Pasep. Tudo é injetado no comércio no consumo. Mesmo assim, o volume do consumo ainda não está normalizado”.

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