Indústria eleva projeção do PIB para 4,7% em 2007,diz CNI

A CNI atribui a elevação do crescimento à demanda externa por produtos de grande peso na pauta de exportações brasileiras (principalmente commodities) e o contínuo aumento da demanda interna. Para a CNI, a indústria, em especial a de transformação, “assumiu o papel de protagonista do crescimento econômico do país e será o carro-chefe do desempenho da economia neste segundo semestre”.

Assim, com a melhora no desempenho geral da economia, a previsão relativa ao PIB da indústria foi elevada de 4% para 4,4% em 2007 ante 2006. Os 4,4% previstos pela CNI serão uma contribuição de 1,4 ponto percentual na formação do crescimento do PIB global, de 4,7%. Para a indústria de transformação, o crescimento esperado é de 4,3% -a contribuição do segmento para a formação do PIB global deve ser de 0,8 ponto percentual.

A projeção do Ministério da Fazenda é de um crescimento de 4,5%. A do Banco Central, de acordo com o “Relatório de Inflação”, é de 4,7%. Já os analistas do mercado financeiro esperam que a economia brasileira tenha uma expansão de 4,7%. Em 2006, a expansão da economia brasileira foi de 3,7%.

A entidade faz, porém, um alerta sobre a continuidade do crescimento para além de 2007, que pode ser comprometido pela inflação e a conseqüente interrupção da queda dos juros.

“O principal fator que se destaca como potencial limitador do crescimento é o aumento recorrente das taxas de inflação a partir de abril”, afirmam os técnicos da CNI na nota divulgada.

O grupo também aponta a interrupção da trajetória de queda de juros, “o que pode restringir a expansão do crédito e contrair a demanda, em especial de bens de maior valor agregado”, complementam, no Informe Conjuntural.
De acordo com os técnicos da CNI, parte da “forte expansão da demanda interna baseia-se numa política fiscal bastante expancionista”, e essa contradição leva a um aperto monetário maior do que seria necessário.

O relatório da CNI afirma ainda que os “Indicadores Econômicos” de julho mostraram que a utilização da capacidade instalada aumentou em 2 pontos percentuais ante o mesmo mês do ano passado, ao atingir 82,5%.
A entidade, porém, diz não ver nisso um problema de restrição da demanda, uma vez que a formação bruta de capital fixo cresceu 13,8% no segundo trimestre deste ano (ante igual período de 2006) e o consumo aparente de máquinas e equipamentos cresceu 19,5% no mesmo período. “Há indícios claros de crescimento da capacidade produtiva no Brasil, o que reduz os eventuais riscos de restrição à oferta de produtos a médio prazo”, explicam os técnicos.

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