Indústria do AM fica entre as que mais crescem no país

Após registrar, desde o ano passado, uma constante queda produtiva, o setor industrial do Amazonas apresentou, em agosto, o segundo maior crescimento do país ao atingir uma elevação de 12,2%, num quadro comparativo ao mesmo período do ano anterior, conforme a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada ontem.

Essa variação positiva foi o melhor resultado, em produção, obtido pelo Estado, desde fevereiro de 2006, quando o órgão de estatística indicou um crescimento de 16,6% em seu desempenho industrial.

Na comparação com agosto do ano passado, seis dos onze segmentos pesquisados apresentaram variação positiva, sendo que o setor de edição e impressão obteve o aumento mais expressivo(86,3%) e a influência mais forte ficou com máquinas e equipamentos (68,4%), devido, sobretudo, ao bom desempenho do pólo de duas rodas, um dos principais segmentos industriais do Amazonas.
Segundo os indicadores econômicos mais recentes da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) entre os meses de janeiro e julho as fabricantes de motocicletas locais apresentaram uma produção de 1 milhão de unidades, montante superior em 23,79% às 864 mil unidades produzidas no mesmo intervalo de 2006.
Mas os representantes das indústrias avaliam que ainda é cedo para considerar tal crescimento, como resultado da retomada produtiva do PIM (Pólo Industrial de Manaus).

O diretor executivo da Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Ronaldo Mota, avaliou que o índice positivo não reflete a realidade geral das indústrias do Amazonas, mas apenas de alguns poucos segmentos. “Nesse resultado há uma forte contribuição de alguns setores, como o de duas rodas, mas outros como o de eletroeletrônicos continuam apresentando perdas”, disse.
De acordo com o IBGE, as indústrias eletroeletrônicas sofreram uma queda produtiva de 24,3% no indicador acumulado deste ano, num quadro comparativo ao mesmo intervalo de 2006.

A perda em produção, registrada pelo instituto de pesquisa, refletiu negativamente na receita de vendas das indústrias do segmento, conforme consta nos indicadores econômicos da Suframa, que apontam um declínio de 13,38% no faturamento de US$ 6.12 bilhões, registrados entre os meses de janeiro e julho, ante a cifra de US$ 7 bilhões obtida pelas indústrias do segmento no mesmo intervalo de 2006.

Ronaldo Mota destacou que muitas dificuldades precisam ser enfrentadas para o desenvolvimento do pólo de Manaus, como é o caso das importações. Segundo ele, uma equipe técnica organizada pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento indústria e Comércio Exterior) esteve, em Manaus, nos últimos dois meses para avaliar alternativas a favor das indústrias locais.

A equipe se reuniu com os empresários e representantes de classes empresariais para saber quais as principais dificuldades enfrentadas no Amazonas. “Relatamos a eles que dos produtos nacionais se faz uma série de exigências, como adequação às normas técnicas e certificação de qualidade, enquanto dos importados não se exige nada disso”, informou Ronaldo Mota.

Valor mínimo é uma solução

Para o representante das indústrias, também é necessário que seja implementada alguma medida política para estabelecer preços mínimos de importação de alguns importados. “Há produtos chineses que estão sendo vendidos no país com preço abaixo do custo de produção, então, nesse caso estamos reivindicando o estabelecimento de um valor mínimo a esses produtos”, informou o diretor executivo do Cieam Ronaldo Mota.

Pedidos listados

O presidente do Sinaees (Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco, destacou que os representantes de empresas estabeleceram uma lista de sugestões, a favor das indústrias e encaminharam ao governo federal. “Esses pedidos objetivam recuperar o potencial de competitividade de algumas empresas para elas concorrerem com as importações e a redução das etapas de PPB (Process

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