18 de maio de 2021

Indústria de chocolates aguarda aquecimento na Páscoa neste ano

A temporada de ovos de chocolate de 2021, traz um leve otimismo para representantes do segmento. Apesar de um 2021 caótico,  por conta do novo coronavírus, há uma confiança  de que a demanda apresente um percentual de crescimento. 

De acordo com a Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas), em 2020, a pandemia chegou quando a produção de Páscoa estava praticamente pronta. “As empresas foram rápidas em estruturar canais de venda online, parcerias com marketplaces, aplicativos de entrega e houve muitas soluções criativas, como atendimento por WhatsApp e até drive-thru”. O foco foi ampliar as opções de acesso ao produto, de forma responsável, para que o consumidor pudesse escolher o canal mais seguro para a compra. “Com isso, acreditamos que as estratégias focadas em canais de vendas se manterão fortes neste e nos próximos anos”.   

Porém, se tratando do início da comercialização dos produtos em pontos de venda, vale lembrar que as empresas que determinam as suas estratégias de venda. A Abicab não determina prazos de exposição dos produtos de Páscoa.

A Associação está otimista em relação à performance do setor para 2021. “As indústrias estão sempre procurando trazer novidades e inovações para os consumidores, acompanhando muito de perto a evolução do perfil do público-alvo para atender suas preferências e necessidades”, afirma Ubiracy Fonsêca, presidente da entidade.  

As empresas estão disponibilizando e compartilhando com o público as novidades para a Páscoa 2021. Com isso, podemos afirmar que as empresas estão acompanhando muito de perto a evolução do perfil do público-alvo para atender suas preferências e necessidades, buscando trazer novidades e inovações, além de produtos de tamanhos e preços distintos que caibam do bolso dos consumidores.

Conforme Fonsêca, o segmento começou 2020 muito bem e com boas expectativas, porém o início da pandemia e todas as medidas tomadas para conter o vírus fizeram com que as empresas associadas tivessem que adaptar o planejamento para esse novo cenário desafiador.

Supermercados

“Estão trazendo a mesma quantidade do ano passado, 28 mil toneladas. Uma posta bem usada, mas é uma tentativa, acreditando que as pessoas vão estar mais sensíveis pela  Páscoa em adoçar um pouco a vida. Chocolate em barra ,ovos em pó, enfim. Os tamanhos dos ovos serão menores para que o preço fique convidativo a compra”, adianta o vice-presidente da Amase (Associação Amazonense de Supermercados), Ralph Assayag. 

O produto foi adquirido num valor 7% mais caro que no ano passado. Apesar de não falar em metas de percentual em relação às vendas, Ralph tem como base a redução do tamanho dos ovos, o que deve manter o volume de compra no mesmo preço do ano passado. 

Números 

Vale ressaltar que no terceiro trimestre de 2020, houve um aumento de 1,97% na produção nacional de chocolates, em relação ao mesmo período de 2019. Mesmo que no acumulado de janeiro a setembro de 2020, o setor tenha apresentado uma retração de 14,3% na produção, considerando o mesmo período de 2019.

Ainda assim, entre janeiro e setembro de 2020, a taxa de penetração da categoria de chocolates nos lares brasileiros foi de 90,1%, segundo pesquisa encomendada pela Abicab ao Instituto Kantar. Se tratando do consumo fora de casa, o produto teve um crescimento de 3,1% e chegou a 65,9% de penetração, isso por conta da flexibilização das medidas de isolamento social em algumas cidades brasileiras. A partir do terceiro trimestre houve uma retomada do consumo de chocolate fora do lar.

A pesquisa também mostrou que a média mensal de brasileiros que compram chocolate é de 55,4%. O que refletiu positivamente no faturamento do setor neste período, um aumento de 9% no comparativo com o mesmo período de 2019, atingindo o valor de R$ 5,4 bilhões até setembro. De acordo com dados do instituto, a frequência de compra aumentou 4% no período, com os compradores visitando o ponto de venda cerca de 13 vezes nos últimos 12 meses.

Contratações

A indústria de chocolates está otimista quanto ao seu desempenho, dado a perspectiva positiva da chegada de um imunizante e reabertura do comércio.  

Para atender à demanda do período da Páscoa deste ano, a indústria de chocolates prevê 11.665 contratações temporárias diretas e indiretas de profissionais que atuarão nas linhas de produção ou nos pontos de venda, os dados são de um levantamento da Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas). O número representa um crescimento de 4,8% em relação às contratações do ano passado.  

De acordo com a entidade, as contratações para suprir a demanda começaram a ser realizadas a partir de agosto do ano passado e o planejamento para a Páscoa tem início com até dois anos de antecedência. Isso acontece porque as empresas têm de elaborar e planejar todo o portfólio, realizar as contratações e definir todos os detalhes, como, por exemplo, tendências, embalagens e logística. 

Para este ano, o presidente da Associação acredita que a principal estratégia das empresas será continuar a desenvolver a diversificação dos canais de venda. “Em 2020, o e-commerce e o varejo foram grandes aliados das indústrias. Com isso, acreditamos que as vendas online e parceria com os varejistas se manterão fortes neste e nos próximos anos. Temos enxergado um crescimento significativo nos canais digitais e um aumento de confiabilidade do consumidor em compras pela internet”, afirma Ubiracy Fonsêca, presidente da entidade.  

Cenário da Pandemia  

Com a pandemia já instaurada desde o ano passado, as empresas se planejaram levando em conta diversos cenários possíveis para este ano. “Nossos associados continuam trabalhando com o cuidado de adaptar a sua linha de produção para garantir a segurança de seus colaboradores e consumidores e seguem todos os protocolos de segurança recomendados por órgãos Públicos”, conta Ubiracy Fonsêca, presidente da Abicab. 

As empresas também estão acompanhando os processos de restrição em cada região do Brasil para ajustarem o planejamento de acordo com o cenário, atendendo, assim, a demanda do mercado de maneira segura e responsável.  

Foto/Destaque: Divulgação

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