Indústria de celular inicia ano com alta de 45%

A indústria de celulares do PIM (Pólo Industrial de Manaus) começou o ano registrando resultados positivos. A produção de telefones móveis obteve incremento de 45% em janeiro de 2008 em relação ao mesmo intervalo do ano passado. O desempenho é ainda mais significante se considerada a fraca atuação dos fabricantes no passado, quando a produção contabilizou retração de 35,64%. O volume de aparelhos caiu de 27.464 milhões de unidades para 17.675 milhões de celulares no intervalo 2006-2007.
A fabricação de telefones chegou a 1.487 milhão no primeiro mês de 2008 corrente frente a 1.024 milhão de aparelhos computados em janeiro do ano anterior. O faturamento acumulado das empresas foi no valor de US$ 110.423 milhões com a venda de 1.352 milhão de celulares, sendo 855.669 para o mercado nacional, 476.244 exportados e 20.199 para o consumo local. Os dados constam nos indicadores de desempenho econômico do PIM, divulgados pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
O crescimento observado em janeiro teve como principal influenciador a inserção de novos modelos no mercado, conforme informou a assessoria de comunicação da autarquia. As novidades agregam recursos de última geração como internet banda larga, câmeras fotográficas de elevada resolução de imagem e ainda possuem a capacidade de recebimento de sinal de TV.
A assessoria confirmou que tal estratégia mercadológica vem atendendo tanto ao aquecido mercado interno como o externo, que tem sido recuperado, especialmente pela Nokia do Brasil. A expectativa da direção da Suframa é que o aumento das vendas externas de celular incremente o volume de exportações gerais do PIM neste ano.

Valor
agregado

A crescente demanda do mercado por aparelhos com maior valor agregado foi um dos fatores que impulsionaram a recuperação, segundo o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Maurício Loureiro. “Outro motivo é o fato deste produto ser cada vez mais peça de utilidade devido as suas diversas funções”, disse. Além disso, o dirigente comentou que o fácil acesso ao celular tem sido um grande apelo de consumo.
Para o consultor econômico Assis Mourão, o preço competitivo praticado pelos fabricantes da ZFM (Zona Franca de Manaus) em comparação a outros pólos colaborou para o resultado computado. “Apesar do problema de logística, a alta produtividade de celulares do Distrito Industrial permite a aplicação de baixo custo por unidade”, explicou o especialista.

Ajustes no PPB vão ajudar a incrementar setor

Porém, o futuro da indústria de telefones móveis parece ainda mais promissor tendo em vista o início da produção de aparelhos 3G (terceira geração) no PIM. “Ao resolvermos a questão do PPB (Processo Produtivo Básico) dos celulares, Manaus terá uma linha que vai contribuir substancialmente para o acréscimo do volume de negócios e de postos de trabalho”, garantiu Loureiro. O presidente do Cieam afirmou que assim que os últimos detalhes técnicos do PPB forem definidos, a Nokia estará apta a produzir os modelos high end e vendê-los para o Brasil e exterior.

Modelos
avaçados

O início da fabricação de celulares tecnologicamente superiores no Pólo Industrial de Manaus ainda não tem data definida. No entanto, Maurício Loureiro disse que tudo depende da conclusão das discussões sobre o PPB. “A produção deve começar logo que se resolva essa questão e a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) deixe de fazer lobby contra a fabricação destes aparelhos no PIM”, criticou o dirigente
Após a publicação da Portaria Interministerial nº 22 no dia 30 de junho, que estabeleceu o PPB para os celulares de última geração, representantes do Mdic e do MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia) juntamente com empresários do setor trabalham na elaboração de um estudo que inclui as condições necessárias para evitar a desorganização do mercado. O estudo deve ser entregue até o dia 31 de março (data-limite estabelecida pelos min

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