Indústria de cartões fatura R$ 399 milhões no Amazonas

Impulsionada principalmente pela compra de produtos eletroeletrônicos, a indústria de cartões de crédito vai faturar R$ 399 milhões no Amazonas em dezembro, montante que supera em 21,5% a receita obtida do mesmo intervalo de 2006.

Segundo os Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento apresentado ontem pela Itaucard, as empresas do setor devem computar o volume de 3,35 milhões de transações no Estado este mês.

Considerado todo o ano de 2007, o faturamento total obtido pelas bandeiras no Amazonas será da ordem de R$ 3,45 bilhões. Apesar deste valor representar apenas 1,9% do mercado brasileiro, que vai fechar o ano com faturamento de R$ 182 bilhões, o diretor de Marketing de Cartões do Itaú, Fernando Chacon, enfatizou que neste último mês o crescimento da indústria no Amazonas vai ultrapassar a variação nacional.

Segundo Chacon, em dezembro as operações do segmento no mercado brasileiro vão resultar em uma receita de R$ 20,7 bilhões, desenhando assim uma alta de 17%, enquanto no Amazonas a elevação esperada para o mês natalino é de 21,5% sobre igual período de 2006.

“O ticket médio de compras com cartão no Amazonas será de R$ 119 em dezembro, um valor bem superior ao nacional, que é de R$ 76. Essa diferença acontece em virtude de o comércio amazonense ser muito estimulado pelas compras de maior valor, como os eletroeletrônicos”, explicou Chacon.

Conforme o estudo da Itaucard, o Estado representa o segundo maior faturamento da indústria de cartões na região Norte, com a parcela de 32,3% e um total de 1,67 milhão de cartões em circulação. Embora a participação do Amazonas seja expressiva, o Estado possui um percentual 10% menor que o Pará, detentor da fatia de 42,6% na região. De acordo com o diretor, essa disparidade entre os Estados é explicada pelo maior número de habitantes do Estado vizinho.

Curva ascendente

Pelos resultados registrados em 2007, Chacon projetou que a indústria de cartões vai seguir a curva ascendente nos próximos anos, incentivada pelo uso cada vez mais consciente e planejado dessa forma de pagamento. O setor deve fechar o ano com faturamento de R$ 182 bilhões e um crescimento de 20,4% sobre a receita do ano passado (R$ 151 bilhões). “Do total de compras realizadas com cartão, 51,6% foram realizadas na modalidade ‘parcelado se juros’ Isso indica que o consumidor está adequando o consumo a sua capacidade de pagamento”, interpretou.

A indústria vai fechar este ano com o total de 2,38 bilhões de transações e o número de 92 milhões de plásticos emitidos, volume 17% maior que o contabilizado no encerramento de 2006 (79 milhões). Quanto ao ticket médio, o brasileiro continua gastando na faixa de R$ 76 em cada compra efetuada.

Apesar dos bons números contabilizados até novembro, a ‘cereja’ desse desempenho vai ser mesmo o mês de dezembro. O segmento estima um faturamento de R$ 20,7 bilhões para este mês, marca nunca atingida antes.

Presentes ficam por último

Com essa receita, as empresas vão deixar bem pra trás a quantia de R$ 17,6 bilhões computada em dezembro de 2006, com um acréscimo de 17%. “O pico das compras vai acontecer entre os dias 18 e 24 de dezembro, quando o consumidor vai fazer 29,5% das compras previstas para este mês, com gastos no valor de R$ 6,1 bilhões. Esse comportamento mostra que as pessoas continuam deixando os presentes para última hora”, analisou Fernando Chacon

Além de superar o seu desempenho no comparativo com dezembro de 2006, a indústria dos plásticos vai atingir uma alta de 41,8% no faturamento deste mês, em relação à média registrada no acumulado de janeiro a novembro.
Se confrontada a receita prevista para o último mês com o faturamento obtido em novembro, que foi da ordem de R$ 16,3 bilhões, a expansão do setor é de 27%.
 
Supermercados e vestuário

O estudo elaborado pela Itaucard revelou ainda que 37,6% das compras com cartão efetuadas em 2007 foram feitas em estabelecimentos como supermercad

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