Indústria da construção aposta em bons resultados em 2012

O setor da construção deve manter desempenho positivo em 2012. A previsão foi feita pelo presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, nessa quinta-feira, dia 8 de dezembro, em Brasília, durante almoço/coletiva com a imprensa.
A expectativa é de que o financiamento imobiliário continue crescendo em 2012 e contribuindo para incrementar as atividades da Indústria da Construção. A expansão do setor em 2011, segundo Paulo Simão, será de 4,8%, já sobre uma base de crescimento elevada, de 11,6% em 2010. “Duvido que a gente cresça menos do que isso no ano que vem, mas para isso será preciso investir”, disse.
Paulo Simão destacou que o cenário é positivo para o setor, já que não há problemas com recursos, com regras ou projetos. “Estamos batendo recorde atrás de recorde no setor imobiliário”, afirmou, acrescentando que o nível do uso de recursos de poupança e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) já considerados positivos, este ano, deverão se repetir em 2012.
Paulo Simão reforçou que o setor vem registrando incremento consistente em suas atividades desde 2004, deixando para trás décadas de dificuldades.
Ressaltou que os investimentos previstos para os próximos anos sinalizam para um desempenho positivo do setor, citando, como exemplo, os investimentos previstos no PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), entre 2011 e 2014, de R$ 955 bilhões; a evidente necessidade de ampliar/melhorar a infraestrutura (saneamento básico e rodovias); a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 no Brasil, e a segunda etapa do Programa Minha Casa, Minha Vida.
Registrou também o bom desempenho do mercado de crédito imobiliário que tem crescido nos últimos anos, graças às condições econômicas e institucionais propícias.
O volume anual de crédito imobiliário passou de R$ 6 bilhões em 2004 para um valor em torno de R$ 110 bilhões em 2011.
FGTS financiou R$ 27,3 bilhões até novembro deste ano em habitação, sendo 80,7% para novas unidades. “Se estima que deverá encerrar o ano com aproximadamente R$ 35 bilhões em operações de financiamento habitacional e mais R$ 4 bilhões em ações de mobilidade urbana e saneamento”, informou.
Já os financiamentos imo­biliários realizados com recursos da poupança somaram R$ 64,9 bilhões até outubro, o que representa um aumento de 44,7% frente ao patamar de igual período do ano passado.

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