Indústria aguarda definição

A Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) aguarda para esta terça-feira um posicionamento dos sindicatos de trabalhadores de diversas categorias da indústria para elaborar uma estratégia que possa minimizar os prejuízos de uma possível paralisação.
A greve geral nacional organizada pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) para o dia 11 de julho pode paralisar mais de 100 mil trabalhadores no Polo Industrial, mas de acordo com o vice-presidente da Fieam, Américo Souto Rodrigues, aqui no Amazonas o movimento ainda está bastante segmentado.
“Estamos entrando em contato com os sindicatos laborais para verificar a adesão, porque a adesão está muito segmentada, por setores. Nós estamos esperando até hoje, terça-feira, o contato dele para estabelecermos uma estratégia”, afirmou.
Segundo Américo, ainda não há uma previsão dos prejuízos por dia de paralisação já que ainda não há uma definição sobre o percentual de trabalhadores que cruzarão os braços.
“Ainda não calculamos justamente por não sabermos se a paralisação será total. Estamos esperando uma posição deles para sabermos qual o percentual das fábricas serão paralisados.
O movimento nacional busca melhorias de condições de trabalho e social. Entre as principais reivindicações está a PL 200/12 que acaba com a cobrança de multa rescisória de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) paga pelo empregador em caso de demissão sem justa causa. Caso a decisão entre em vigor, o trabalhador não terá mais direito à multa rescisória correspondente aos 40% de FGTS, que atualmente as empresas pagam quando demitem os seus funcionários sem justa causa. Outras pauta considerada prioritária é a jornada de trabalho de 40 horas semanais sem redução de salário fim e a PL 4330, referente a terceirização da mão de obra do trabalhador. Outros pontos destacados pelos sindicatos e pela CUT é o fim do fator previdenciário, disponibilização de creche para os trabalhadores que possuem filhos, reajuste digno para aposentados, mais investimentos em saúde, educação e segurança e a melhora do transporte público.

Dólar alto e inflação também podem frear produção

Apesar do clima de greve e insatisfação que toma conta do setor industrial em todo o país, estes não deverão ser os únicos entraves enfrentados pelo Polo Industrial de Manaus neste segundo semestre.
Os últimos seis meses do ano, que tradicionalmente apresentam melhores números em relação ao primeiro semestre, em 2013 trazem dois desafios para as empresas instaladas na região: o dólar alto e a inflação acima do teto da meta.
De acordo com o Conselheiro Executivo do Corecon-AM, Jose Laredo, a Zona Franca de Manaus ainda é muito dependente da importação de insumos, que comprados em dólar, acabam encarecendo os custos de produção.
Já a inflação, que no acumulado dos últimos 12 meses registrou uma alta de 6,7% fez com que o governo federal reajustasse o teto para acima da meta – que era de 4,5% a 6,5% – e retirasse incentivos de produtos como da linha branca e de duas rodas. Ainda segundo Laredo, esses dois fatores poderão causar dificuldades de escoamento da produção industrial local.
“A alta na inflação aconteceu porque o governo, erroneamente, estimulou demais o consumo. Consumo demais gera inflação. Agora o governo tenta frear o consumo retirando esses incentivos de alguns produtos que são os principais produtos produzidos no PIM”, explicou.

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