11 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Índice de vendas desacelera, mas mantém alta

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Com 21,57% de crescimento no segundo trimestre, o desempenho de vendas do setor imobiliário no Amazonas desacelerou em relação ao percentual apresentado entre janeiro e março (27,45%).

Com 21,57% de crescimento no segundo trimestre, o desempenho de vendas do setor imobiliário no Amazonas desacelerou em relação ao percentual apresentado entre janeiro e março (27,45%). Em comparação a igual período de 2009 e de 2008, o segmento também obteve queda, apresentando percentual inferior de 2,22% e 57,95%, respectivamente, segundo dados do Sinduscon/AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas) divulgados ontem.
Na pesquisa direta realizada pela entidade desde dois anos atrás, o resultado é o segundo pior índice, perdendo apenas para os dados do quarto trimestre do primeiro ano da análise (19,25%).
De acordo com o diretor-presidente da Comissão da Indústria Imobiliária do Sindicato, Antônio Newton Sampaio Veras, mesmo com o baixo número, o percentual ainda se mostra interessante já que, dentre os dados nacionais, foi consagrado como o terceiro melhor do país. “Outros Estados tiveram percentual bem menor que o nosso, como Pernambuco, com 13%; Ceará, com 7,4% e Rio Grande do Sul, 18%”, destacou.
Veras ressalta que, nesta época, historicamente, as circunstâncias do mercado determinam vendas na faixa de 1.000 a 1.100 unidades.
“As ofertas, entretanto, sofrem aumento, porque é neste período que grande parte das construtoras têm seus projetos aprovados”, detalhou.
Em decorrência disso, a variação de ofertas foi 26,88% maior que a do trimestre anterior, 4.701 ante 3.705. Desde o início da pesquisa, o número de unidades ofertadas foi o terceiro maior, atrás apenas dos valores citados nos dois últimos trimestres de 2009, com 4.877 e 5.100, respectivamente.

Área útil

Assim como no trimestre passado, os imóveis com área útil de 50 a 100 metros quadrados continuam sendo os sustentadores do desempenho, com percentagem de 26,32%. Neste período, o setor teve 2.466 ofertas do modelo e 649 vendas.
Os imóveis com área útil de 100 a 150 metros quadrados aparecem em segundo lugar no ranking, mostrando índices de 19,92% (999 ofertas e 199 vendas), seguidos pelos de 150 a 200metros quadrados, com 15,58% (77 ofertas e 12 vendas); de 200 a 250 metros quadrados, com 15,03% (153 ofertas e 23 vendas); de até 50 metros quadrados, com 13,20% (970 ofertas e 128 vendas) e acima de 300 metros quadrados, com 8,33% (36 ofertas e 3 vendas).
Das 4.701 ofertas e 1.014 vendas, destacam-se as de apartamentos com apenas dois quartos, que tiveram 1.472 unidades ofertadas e 349 comercializadas, resultando em um percentual de 23,71%. Logo em seguida aparecem os de três quartos (21,08%), com 622 unidades comercializadas dentre as 2.951 ofertadas.

Vieiralves e Aleixo são os bairros mais procurados

No segundo trimestre, com 12 ofertas, dentre as quais oito vendidas, o bairro Vieiralves, na zona centro-sul, atingiu a maior variação de vendas dos 16 pesquisados, totalizando 66,67%. O Aleixo, também na zona centro-sul, foi o que teve o maior número de unidades ofertadas (1.482), correspondendo a 31,53% do total ofertado.
O presidente do Sinduscon/AM, Eduardo Lopes, diz que um dos principais motivos para o valor é a existência de terrenos disponíveis na localidade que não são possíveis em outros bairros. “Aleixo, assim como Santa Etelvina [na zona norte], ainda mostra áreas grandes, com possibilidade de construções de 20 a 50 metros quadrados”, detalhou.
Lopes fala que agora, com a construção da Avenida das Torres, é possível que estes dados passem a mudar. “Por ser uma avenida de fácil deslocamento, muitas construtoras já estão de olho nos terrenos de lá. Um exemplo é a Tecnopar, que já lançou um novo empreendimento, o Acqua Avenida das Torres”, enfatizou.

Faixa de valor

Por faixa de valor, a maior oferta e comercialização são de imóveis que custam entre R$ 100 mil a 200 mil, representando 44,38% do total comercializado (com 2.519 unidades). Mesmo assim, o maior índice de vendas recai sobre os imóveis com faixa de valor entre R$ 300 mil a 400 mil, somando 45,54%.
Atualmente, considerando o estágio da obra, a grande maioria das unidades em oferta (78%) ainda estão na planta. Na mesma ordem, o volume comercializado também é o maior, correspondendo a 90,04% do total. O dirigente fala que isso se deve a maior facilidade de pagamento enquanto ainda está na planta.
De acordo com Lopes, nestes dois últimos trimestres do ano, as previsões são positivas quanto ao número de ofertas, que tendem a ser aumentadas, assim como o próprio número de vendas. “As empresas investem mais a partir de junho. E a demanda sofre alta porque, no final do ano, as pessoas começam a obter as vantagens no trabalho, como o décimo terceiro e a participação nos lucros”, justificou.
Os dados do levantamento sobre ofertas e vendas de imóveis foram obtidos por meio da amostra de 45 empreendimentos verticais.

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