22 de janeiro de 2022

Índice de Confiança atinge marca histórica

O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) apresentou em outubro alta de 5,6% em comparação com o mês de setembro, registrando 154,3 pontos, em uma escala que varia de zero a 200 pontos

O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) apresentou em outubro alta de 5,6% em comparação com o mês de setembro, registrando 154,3 pontos, em uma escala que varia de zero a 200 pontos. O nível alcançado neste mês é histórico para o indicador. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o indicador apresentou alta de 11%, confirmando a retomada da confiança do consumidor a níveis mais elevados.
Segundo o economista da Fecomércio/SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) e responsável pelo ICC, Thiago Freitas, após um ano do início do agravamento da crise financeira mundial, o ritmo de recuperação da atividade econômica tem se mostrado mais forte do que o esperado. “É nítido o forte aumento na confiança do consumidor, já que, para ele, o termo ‘crise’ faz parte do passado”, opinou.
O Índice de Confiança dos Consumidores é composto por dois sub-índices: o Icea (Índice das Condições Econômicas Atuais) e o IEC (Índice de Expectativas do Consumidor). O Icea, que mede o índice das condições econômicas atuais, registrou 3,3% de alta, chegando a 145,8 pontos. Pelo Icea, vale destacar o forte aumento na confiança dos consumidores que possuem renda superior a dez salários mínimos, com crescimento de 8,5%, atingindo 156,3 pontos.
Já o IEC apresentou alta de 7%, atingindo o patamar de 159,9 pontos. Em outubro, as mulheres obtiveram os melhores níveis de confiança dentro do IEC, com variação positiva de 8%, registrando 159,2 pontos. Analisando o IEC apenas por faixa de renda também se destacaram os consumidores que ganham mais de dez salários mínimos. Esse grupo apresentou variação de 4,7%, atingindo o patamar de 171,7 pontos.
O recente crescimento nas vendas do comércio varejista amplia a tendência de expansão cada vez mais acentuada do consumo. Isso também acontece pela influência dos elevados níveis da massa salarial, puxada por um rendimento que permanece elevado em função de reajustes acima da inflação corrente.
“Diante disso, não se pode negar que a combinação do rendimento real com a ocupação e a preservação da renda das famílias foram fatores fundamentais para sustentar o crescimento da confiança, assim como a normalização do consumo”, afirmou Freitas.

Apuração mensal

O Índice de Confiança do Consumidor é apurado mensalmente pela Fecomércio desde 1994. Os dados são coletados junto a cerca de 2.100 consumidores em São Paulo. O objetivo da pesquisa é identificar o sentimento dos consumidores levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação econômica futura.
Os dados do levantamento servem como balizador para decisões de investimento e formação de estoques por parte dos varejistas.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email