Índice de Clima Econômico da AL recua para 5,2 pontos

O ICE (Índice de Clima Econômico) da América Latina -elaborado em parceria entre o Instituto Alemão Ifo e a FGV (Fundação Getúlio Vargas) -recuou para 5,2 pontos em janeiro deste ano. Em outubro de 2007, na última divulgação desse indicador, o índice estava em 5,6 pontos.
Segundo o documento de divulgação da pesquisa, a queda está associada principalmente a uma piora no IE (Índice de Expectativas), que reduziu-se de 4,7 em outubro para 4,1 pontos em janeiro.
Ainda segundo a FGV, o ISA (Índice da Situação Atual) manteve-se relativamente estável, já que foi de 6,4 pontos, em outubro de 2007, e 6,3 pontos, em janeiro de 2008.
Os técnicos da FGV explicaram que a crise desencadeada pelo mercado de crédito imobiliário nos Estados Unidos tem levado a um intenso debate sobre os seus possíveis efeitos na economia mundial. No caso da América Latina, de acordo com a pesquisa, a situação atual permanece relativamente imune aos efeitos da crise. “Há uma piora nas expectativas, em janeiro, mas o maior impacto negativo ocorreu em outubro. Logo, não pode ser descartada a hipótese de contágio da crise, mas essa tenderia a ter um efeito relativamente menor do que em outras crises.”

Variação
detectada

Brasil, Costa Rica e Peru apresentaram nenhuma ou uma variação mínima no ICE (Índice de Clima Econômico) de janeiro, em relação a outubro de 2007, segundo a FGV. No caso do Brasil, o indicador passou de 6,5 pontos em outubro para 6,4 pontos em janeiro.
Ainda no Brasil, o ISA de janeiro é igual ao de outubro (7,5 pontos) e houve queda no IE (Índice de Expectativas), de 5,5 pontos em outubro para 5,2 pontos em janeiro).
Em janeiro, de acordo com a FGV, o ICE aumentou somente em dois países: Argentina (de 4,3 pontos em outubro para 5,0 pontos em janeiro) e no Paraguai (de 5,0 para 6,4 pontos).
Na Argentina, segundo o documento de divulgação da pesquisa, o resultado é atribuído a uma melhora na avaliação da situação atual, pois o IE continua “extremamente pessimista”, de 2,6 pontos. No Paraguai, o ISA ficou estável (7,0 pontos) e houve melhora no IE (3,0 pontos em outubro para 5,7 pontos em janeiro), associado a expectativas de melhor desempenho das exportações.
De acordo com a pesquisa, Equador, México e Venezuela continuam numa trajetória de piora das condições econômicas. Todos estes países registraram ICEs abaixo de 5, indicando avaliação ruim/péssima do clima econômico. O Chile, embora com ICE de 5,3 pontos, pode ser incorporado a esse grupo. O ICE de janeiro no país ficou abaixo da média histórica (6,2 pontos) caindo 1,3 ponto entre outubro de 2007 e janeiro de 2008. No Uruguai, o ICE caiu de 8,4 pontos em outubro para 7,7 pontos em janeiro.

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