17 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Índice cai pela terceira vez

Serasa apresentou menor variação para o mês de agosto desde 2004

A alta da Selic (taxa básica de juros) e a valorização do dólar impactaram, pelo terceiro mês seguido, o indicador de inadimplência do consumidor apurado pela Serasa Experian. Em agosto, o índice teve queda de 5,5% em relação a julho, enquanto na comparação com agosto de 2012 a retração foi de 10%. Foi a menor variação para o mês de agosto desde 2004. No acumulado de janeiro a agosto, o indicador medido pela Serasa tem alta de 2,2%.
No acumulado de janeiro a agosto, o índice ainda apresenta alta, alcançando 2,2%. No entanto, a variação é menor do que a registrada em julho, quando ocorreu aumento de 4% até aquele mês. A principal queda em agosto foi com relação a dívidas com os bancos (-5,4%), o que levou a uma contribuição negativa de 2,5 pontos percentuais.
As dívidas não bancárias (que inclui cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.) tiveram diminuição de 4,4%, e os cheques sem fundo, recuo de 13,4%. O número de títulos protestados cresceu 2,1%, mas sem provocar reflexos no resultado do indicador.
A pesquisa aponta ainda que o valor médio da dívida não bancária caiu 5,9%,de janeiro a agosto, totalizando R$ 321,50, ante R$ 341,72 no mesmo período de 2012. No caso dos títulos protestados, houve diminuição de 4,1%, com o valor médio passando de R$ 1.442,74 para R$ 1.382,87. Já as dívidas com instituições bancárias aumentaram 3,7% (de R$ 1.298,18 para R$ 1.346,05), e os cheques sem fundo 9,9% (de R$ 1.486,95 para R$ 1.634,08), em valores médios.
Para os economistas da Serasa Experian, o que influenciou essa queda da inadimplência, a exemplo do que ocorreu nos dois últimos meses, foi o comportamento do consumidor. Eles destacam que os devedores em atraso têm apresentado maior interesse em renegociar os débitos, ao mesmo tempo em que os consumidores estão mais cautelosos para assumir novos compromissos ante a elevação dos juros e o cenário de incerteza sobre os rumos da economia com a alta do dólar.

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