14 de abril de 2021

Indicador Serasa aponta alta da inadimplência dos consumidores até outubro

Quando comparado outubro de 2007 com outubro de 2006, a inadimplência registrou evolução de 10,3%, e na variação mensal (outubro sobre setembro deste ano), a alta foi de 13,2%.

A inadimplência dos consumidores voltou a registrar crescimento após cinco quedas consecutivas, revela o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física. No acumulado de janeiro a outubro deste ano, houve um ligeiro aumento de 0,3% na inadimplência das pessoas físicas, em relação ao mesmo período de 2006. Quando comparado outubro de 2007 com outubro de 2006, a inadimplência dos consumidores também registrou evolução, de 10,3%, e na variação mensal (outubro sobre setembro deste ano), o crescimento foi ainda maior, 13,2%.
As dívidas com os bancos puxaram a alta na inadimplência dos consumidores nos dez meses de 2007, com uma participação de 39,5% no indicador (maior patamar no período desde 2002). De janeiro a outubro de 2006, o peso desses registros era de 32,0%.

O segundo lugar no ranking de representatividade da inadimplência das pessoas físicas foi das dívidas com cartões de crédito e financeiras, que tiveram participação de 30,3% até outubro deste ano. O índice foi inferior ao do mesmo período de 2006, quando esses registros tiveram peso de 32,9% no indicador.

Os cheques sem fundos foram responsáveis por 27,6% da inadimplência dos consumidores de janeiro a outubro deste ano. No ano passado, os cheques sem fundos representavam 32,2% da inadimplência.

Por fim, os títulos protestados, que têm menor peso na inadimplência das pessoas físicas, apresentaram de janeiro a outubro de 2007 uma participação de 2,6%, inferior a do mesmo período de 2006, que foi de 2,9%.

O valor médio das dívidas com os bancos, nos dez meses de 2007, foi de R$ 1.276,92, com um aumento de 11,4% em relação ao acumulado de janeiro a outubro de 2006. O valor médio dos registros das dívidas com cartões de crédito e financeiras foi de R$ 366,69, nos dez meses deste ano, com uma alta de 9,3% na comparação com o ano passado.
O valor médio das anotações de cheques sem fundos das pessoas físicas, nos dez meses de 2007, foi de R$ 605,88. Houve um aumento de 4,8% no valor médio desses registros em relação ao mesmo período de 2006. O valor médio dos títulos protestados, no mesmo período, foi de R$ 884,90, com evolução de 12,3%.

O aumento na inadimplência do consumidor na comparação entre os acumulados de janeiro a outubro de 2007 e 2006 reafirma a desaceleração da inadimplência das pessoas físicas, adiantada pelo Indicador Serasa de Inadimplência de setembro.

A grande evolução do crédito – até setembro o acúmulo foi de 24,1%, segundo os últimos dados do Banco Central, e na relação setembro de 2007 ante setembro de 2006 houve um crescimento de 31,5% – define o maior endividamento da população, que até agora não foi acompanhado pela elevação da inadimplência por conta da expansão da renda e do emprego, sobretudo o formal, com carteira assinada, no ano.

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