Independente dos dribles de Neymar e de Messi Manaus clama por transporte eficiente

A esperança de quem mora em Manaus de ter um transporte coletivo de melhor qualidade, promessa feita por causa dos jogos da Copa do Mundo de 2014 começa a desaparecer

A esperança de quem mora em Manaus de ter um transporte coletivo de melhor qualidade, promessa feita por causa dos jogos da Copa do Mundo de 2014 começa a desaparecer. As notícias veiculadas na Imprensa de que não teremos o monotrilho nem o BRT, antes da bola rolar no campeonato de seleções, caiu como uma “cuia de água fria”. Com certeza, muitos vibraram quando Manaus foi escolhida pelo fato de que nós, moradores distantes dos grandes centros, teríamos a oportunidade de equilibrar os benefícios que normalmente os grandes eventos proporcionam. São os chamados legados. Mais recentemente, a cidade do Rio de Janeiro experimentou a passagem dos Jogos Panamericanos. O Estádio do “Engenhão” é um exemplo. O Parque Aquático Júlio Delamare que foi reformado especialmente para as competições de 2007, também. Para as Olimpíadas de Londres, todo um bairro foi transformado para abrigar a Vila Olímpica. O legado Londrino serve para dizer que até mesmo as cidades que já possuem infraestrutura podem se beneficiar. Claro que existem exemplos negativos também. Alguns estádios da África do Sul, viraram “elefantes brancos”. Mas, voltando para Manaus, além do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes e da Arena da Amazônia, não teremos nada mais a esperar. Uma pena, pois o transporte coletivo da Capital da Zona Franca é um dos piores, em vários sentidos. O preço da passagem é caro para o serviço que é prestado. Não existe um plano confiável de renovação de frota. O controle de passageiros, assim como o cadastro de estudantes estão sob o comando do Sindicato das Empresas, fazendo com que o Poder Público não tenha condições de fazer qualquer planejamento. A Copa seria a redenção. No entanto, ainda temos esperança de que os novos governantes trabalhem para dotar a cidade de um eficiente transporte de massa, independente dos dribles do Neymar ou do Messi.

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