Incubadoras brasileiras buscam intercâmbio

Ferramentas virtuais, criação de escritórios, realização de parcerias. As incubadoras, parques tecnológicos e empreendimentos ligados a eles têm meios e devem buscar colaboração em outros países do mundo. Exemplos bem sucedidos foram mostrados na Sessão Cooperação Internacional, realizada durante o 17º Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, em Belo Horizonte (MG).
O encontro é promovido pela Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores) e pelo Sebrae e segue até a próxima sexta-feira.
A internet é a principal aposta do Banco Mundial, por meio do programa InfoDev, para integrar incubadoras de todos os continentes e regionais. A rede latino-americana é liderada por associações do Brasil, Argentina, Chile, Peru e Uruguai. “O apoio inclui atividades de capacitação, fóruns de discussão on line, boletins eletrônicos, workshops e suporte a empresas e profissionais. Grande parte é realizada pela internet”, explicou o diretor da Anprotec, José Alberto Sampaio Aranha.

Contato estratégico

Além das atividades oficiais do programa, são gerados contatos que se desdobram em parcerias entre as incubadoras. “Já temos uma experiência de intercâmbio de estágios para empreendedores coordenada pelos uruguaios. As empresas também começam, espontaneamente, a aproveitar os contatos para lançar produtos em outros países, em parceria com outras empresas incubadas”, contou Aranha.
Com o Idisc, ferramenta disponibilizada pelo programa, os gerentes e participantes de incubadoras se integram à rede que já apóia mais de 70 incubadoras de 50 países diferentes. “Podem ser feitas buscas por entidades com trabalhos semelhantes e o cadastro da entidade a que o usuário está ligado com fornecimento de informações de seu perfil”, explicou o consultor da InfoDev, Seth Ayers.
Os mineiros da Centev, incubadora da Universidade Federal de Viçosa, já cuidaram de mostrar a cara aos europeus. O diretor da organização, Paulo Tadeu Arantes, acaba de retornar da 1ª Missão Técnica Ibero-brasileira de parques tecnológicos. “Foi a primeira atividade de cooperação com as entidades da Espanha e de Portugal. Estivemos em vários parques e fizemos um curso para criação de modelos de parques tecnológicos”, contou.
A RMI (Rede Mineira de Inovação) firmou parceria com o parque tecnológico da Universidade Carlos 3, em Madri, Espanha. “Queremos colocar realidades diferentes trabalhando juntas. Queremos que as incubadoras do Brasil e América Latina possam cooperar conosco”, disse Cássia Santiago, representante da Universidade.

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