Inclusão e exclusão organizacional e social

Somos um país que utiliza em maior grau a exclusão do que a inclusão em todos os sentidos. Profissionais e pessoas sentem isto de modo significativo e muito é feito de equivocado neste contexto. Ter pouca experiência profissional é prejudicial, assim como muita pode ser discriminado e colocado à margem dos acontecimentos. Tudo depende do momento. A busca do primeiro emprego é algo extremamente angustiante e em contrapartida a idade avançada mesmo com experiência é um grande limitador para uma recolocação no mercado. As oportunidades aparecem e desaparecem de modo muito rápido para os não articulados em compensação de modo quase sempre inexplicável para uma pequena minoria as oportunidades são em número maior e com uma duração muito superior. Muito precisa ser feito para balancearmos tal situação de inclusão e exclusão, mas há jeito.
A inclusão profissional e pessoal em nossa realidade nos mostra que devemos melhorar muito em relação ao pensamento estratégico global para podermos perceber a necessidade de uma participação inteligente e responsável na evolução histórica de nossa sociedade. Não podemos apenas discriminar, precisamos evoluir ao ponto de ter consciência daquilo que é necessário para o bom andamento do processo existente. Precisamos trabalhar a fim de reduzirmos a exclusão com planejamento, organização, coordenação, comando e controle próprio para cada situação existente. A generalização exagerada não é um ato saudável para realizarmos em um país em desenvolvimento. Devemos ter visão global, todavia, agirmos de modo específico e assim trazermos novos momentos decisivos para todas as pessoas e processos. O equívoco da exclusão deve ser substituído pela sabedoria da inclusão.
O início da vida profissional e o fim são dois momentos demasiadamente delicados e cheios de estresses desnecessários, pois, o que deveria acontecer no primeiro emprego seria pensarmos no grande potencial daquele profissional para colaborar no engrandecimento das organizações enquanto que para o termino da vida profissional deveríamos ter a sensação do trabalho cumprido com nossa participação positiva no processo. Nada disso ocorre devido à falta de envolvimento adequado de todos os atores do processo profissional. Profissionais e empresas se encarregam de dificultar ainda mais o processo de entendimento dos interesses existentes no processo normal do capitalismo criando momentos de tensões sem nenhuma finalidade justificada, mas, criadora de dificuldades e exclusões prejudiciais para todos. E assim o conflito capital e trabalho aumentam consideravelmente de modo desproporcional e sem uma explicação lógica.
Acertos e erros fazem partem do processo de busca da perfeição e devemos procurar um maior número de acertos para justificar as tentativas futuras. Torna-se necessário definirmos de modo estratégico como queremos ver nossas empresas funcionarem, mas, isto até já está sendo feito, todavia, precisamos nos especializar em administrar pessoas e fatos de modo sábio buscando equilíbrio entre as diferenças e respostas com os envolvidos diretamente no processo, pois assim, certamente, será mais fácil entendermos as próprias dificuldades e as dos outros. Não devemos continuar achando que somos melhores pelo simples fato de possuirmos experiências e estarmos em alguma posição de comando. Devemos sim, ter inteligência suficiente de ver, observar, analisar, planejar, articular, desenvolver, por em prática, acompanhar, modificar o que for necessário e transformar a realidade para melhor crescer em todos os sentidos e assim, conseguirmos acabar com o equívoco de que pouca ou muita experiência faz mal e com isso enxergarmos a grande verdade que é sermos profissionais capacitados e sabermos colocar e até realocar as pessoas/profissionais, nas organizações, de modo que elas estejam no local certo para demonstrarem o real potencial existente em si e contribuir de forma positiva para a organização e a sociedade.

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