Incerteza política ameaça planos de crescimento da estatal, diz “Economist”

A revista britânica “The Economist” aborda em sua edição desta semana os problemas políticos que circulam atualmente ao redor da Petrobras, que ela chama de “companhia petrolífera mais ambiciosa do mundo”.
De acordo com a ­revista britânica, os planos da ­estatal brasileira de se tornar uma gigante do setor com a exploração da ­camada pré-sal são atrapalhadas pela CPI (Comissão ­Parlamentar de Inquérito), que pretende investigar “contratos superfaturados e motivações políticas nas atividades beneficentes” e pela ­indefinição sobre o modelo de exploração da camada do pré-sal.

Circo político

“[O presidente da ­Petrobras, Sergio] Gabrielli diz que considera positiva a investigação porque é uma chance do público realizar um escrutínio sobre a principal companhia brasileira, mas se preocupa com o risco disso se tornar um circo político, como ocorre normalmente com comissões parlamentares”, comentou a revista.
Segundo a “Economist”, a Petrobras já tem um documento com 10 mil páginas que desqualifica a acusação de superfaturamento na construção de uma nova refinaria –a de Abreu e Lima, no Estado de Pernambuco.
“O mesmo ocorre com o grande orçamento beneficente da Petrobras –a companhia ajuda a preservar tartarugas e subsidia filmes, por exemplo. Isso é administrado com mais profissionalismo do que no passado, mas a Petrobras ainda é vulnerável à mudanças para favorecimento político”, relatou a revista britânica.

Rival comercial

A segunda incerteza política que atinge a Petrobras, segundo a “Economist”, é o marco legal para a exploração do pré-sal, que provavelmente criará uma nova estatal que administrará os ganhos do governo federal com a exploração.
“Um risco para o Brasil é que essa nova companhia se torne uma fonte de lucros sem uma real função, exceto satisfazer a avareza dos políticos. O principal perigo para a Petrobras é a possibilidade de a nova companhia vir a se tornar uma rival comercial”, disse a revista.

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