Incentivo a investimento privado sai em 1 mês e meio, diz Guido Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o anúncio das medidas de incentivo ao financiamento privado de longo prazo será feito no prazo de um mês e meio. Ele ressaltou que entre essas medidas estão a modernização do sistema financeiro, redução do spread e taxa de juros, além de diminuição de impostos. De acordo com Mantega, já existe no governo uma proposta de reforma tributária, que só não foi colocada em votação por conta do período eleitoral. Ele destacou entre os desafios do próximo governo a continuidade da desoneração, redução do custo Brasil e da burocracia. Na avaliação do ministro, o governo atual está deixando todas as condições para que a próxima gestão possa avançar no processo de crescimento sustentável da economia brasileira.
Em sua participação durante o 7º Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas, realizado hoje em São Paulo, o ministro fez questão de destacar que a economia brasileira passa por uma nova era. Ele fez menção à tranquilidade pela qual passa a economia brasileira em pleno período eleitoral, o que, segundo ele, é incomum no Brasil.
O ministro acrescentou ainda que o fato de o Brasil ter uma das taxas de juros mais altas do mundo e uma taxa de investimento no mercado imobiliário de apenas 4% do PIB, o credencia a permanecer crescendo. “O (Ben) Bernanke (presidente do BC norte-americano) anda preocupado porque ele não tem mais como fazer política monetária e nós podemos reduzir a taxa de juros”, avaliou o ministro. Ainda de acordo com ele apesar de as economias americana e europeia estarem crescendo a taxas lentas, a partir de 2012 e 2013, ele acredita na recuperação mais consistente dessas economias, o que será benéfico para o dinamismo brasileiro.
“Claro que não vamos ficar olhando para esta situação. Vamos agir e vamos tomar algumas decisões”, comentou o ministro, citando entre essas medidas o “envelhecimento da política concorrencial”. Mantega lembrou que já aprovou um pacote de medidas antidumping para evitar, por exemplo, a triangulação nas exportações de outros países para o Brasil.

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