19 de abril de 2021
Resultado divulgado ontem pela CNDL e pelo SPC Brasil para mês de novembro mostra efeito negativo do crédito fácil

A taxa de inadimplência do comércio varejista avançou 0,58% em novembro deste ano, na comparação com igual mês do ano passado, segundo informou nessa segunda-feira (10) a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) em conjunto com o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). Trata-se do terceiro aumento consecutivo, nesta base de comparação.
De acordo com avaliação do SPC Brasil e da CNDL, as condições favoráveis de crédito, com corte dos juros por parte dos bancos, têm impulsionado o consumo que, “muitas vezes”, ocorre de “forma não planejada”. Com isso, acabam comprometendo o orçamento familiar e contribuindo para o aumento da inadimplência, informaram as entidades.
A CNDL e o SPC Brasil disseram ainda que o número de consultas para compras a prazo e para pagamentos com cheques (indicador relacionado com o volume de vendas) subiu 5,63% em novembro de 2012, na comparação com o igual período do ano anterior.
“Os resultados do PIB do terceiro trimestre revelam o grande aumento do consumo familiar em relação ao ano anterior. A atual situação do mercado de trabalho, com menores taxas de desemprego e maiores rendimentos, além de outros fatores como expansão do crédito e redução da taxa de juros, são questões fundamentais para explicar este aumento”, acrescentou o presidente da CNDL.
De acordo com a economista da SPC Brasil, Ana Paula Bastos, foi registrado, em outubro e novembro, um “movimento grande” de cancelamento de registros de inadimplência. Segundo ela, os consumidores estão realizando o tradicional movimento de “limpar” seu nome com vistas às compras de fim de ano.

Metodologia

A CNDL lembra que sua base de dados incorpora os grandes e pequenos varejistas, mas não inclui as operações com cartões de crédito. As transações com cartões de crédito absorvem cerca de 20% do volume total de operações, segundo estimativas da entidade. Os dados da CNDL envolvem, porém, a consulta em mais de 150 milhões de cadastros de pessoa física (CPF) de consumidores em 800 mil pontos de vendas credenciados.

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