Inadimplência no Banco do Brasil pode crescer em até 2%

A inadimplência no BB(Banco do Brasil) pode aumentar em até dois pontos percentuais neste ano por conta dos efeitos da crise financeira internacional

A inadimplência no BB(Banco do Brasil) pode aumentar em até dois pontos percentuais neste ano por conta dos efeitos da crise financeira internacional. Segundo o gerente de Relações com Investidores do BB, Marco Geovanne Tobias, a previsão da instituição financeira é que a inadimplência cresça, principalmente para pessoas jurídicas (empresas). As micro e pequenas empresas, na avaliação do banco, são as que mais enfrentam dificuldades nesse cenário.
Em dezembro de 2008, a inadimplência geral (operações vencidas há mais de 90 dias/carteira total) estava em 2,4% e em março de 2009 chegou a 2,7%. Nessa mesma comparação, para as empresas a inadimplência passou de 1,7% para 2,1% e para as pessoas físicas (famílias) permaneceu em 5,9%.
No caso do agronegócio, o percentual passou de 1,8% para 2,3%. De acordo com Geovanne, o crédito para o setor é menos preocupante porque o governo sempre ­estabelece normas que regulam o problema da inadimplência nesse segmento.
Segundo Geovanne, o banco está confiante no crescimento do crédito, principalmente para as pessoas físicas, segmento em que o banco perde para os concorrentes privados. “Estamos bem posicionados no crédito para as empresas e agronegócio.A expectativa do banco é que o crédito para as pessoas físicas cresça de 23% a 25% neste ano e o crédito total de 13% a 17%. A gente aposta na recuperação -da economia-”, disse.
As despesas do banco com provisão aumentaram de R$ 2,2 bilhões no quarto trimestre do ano passado para R$ 2,491 bilhões de janeiro a março deste ano, uma elevação de 11,2%.
Esse fator reflete o aumento da inadimplência, uma vez que o banco precisa aumentar os recursos disponíveis para o caso de financiamentos não serem pagos pelos tomadores em dia.
Mesmo assim, o gerente de Relações com Investidores ressaltou que o desempenho do banco neste ano será menor do que em 2008 por conta do cenário econômico adverso e também devido s reduções das taxas de juros.

Aplicação é saída

Segundo ele, com a queda da Selic, que remunera os títulos públicos, a melhor saída para os bancos é aplicar os recursos na concessão de crédito. Geovanne acrescentou que o banco tem excesso de captação de recursos e precisa reinvestir.
Os bancos brasileiros estão sólidos e rentáveis. Todos apresentaram lucros, diferentemente dos que estão lá fora que tiveram prejuízos.

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