Inadimplência do consumidor alerta sobre desemprego

Após divulgação da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, realizada na semana passada, o presidente em exercício da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio AM), Aderson Frota, concedeu uma fala aos veículos de comunicação locais. Em sua fala, Frota destacou a importância da análise da Peic e como as informações contidas na pesquisa refletem sobre o quadro geral da economia do país e, consequentemente, do estado, o que traz uma séria reflexão sobre abastecimento e desemprego.

“Tivemos uns fatos que merecem observação e reflexão: se compararmos este mês de abril ao mesmo período do ano passado, o número de endividados naturalmente cresceu, saltou de 79% para 85% das famílias, mas o número de inadimplência realmente caiu, de 40% para 26% em abril deste ano, mas isso tudo tem uma razão de ser. Essa queda da inadimplência reflete exatamente esse momento em que o comércio está fechado, grande parcela das lojas estão fechadas e isso, naturalmente, dificulta o acesso ao crédito e dificultando o acesso ao crédito fatalmente vai se influenciar no índice de inadimplência do consumidor”, analisou o presidente da entidade.

Ainda segundo Aderson, o empresariado vive um cenário de preocupação intensa e o desemprego precisa ser colocado em pauta.

“Quero acrescentar à análise da Peic, as preocupações normais que os empresários estão vivendo nesse momento, porque as vendas estão escassas, apenas uma pequena parcela das empresas comerciais de serviços está funcionando, mas isso ainda é de uma carência muito grande em termos de abastecimento da própria população, por isso manifestamos esse momento de gravidade, de preocupação, porque no momento em que as empresas entram em dificuldade, o passo seguinte é o desemprego, que é de uma dor social muito intensa. Então, nós temos que observar, que nesse momento em que estamos avaliando a inadimplência do consumidor, isso venha refletir no quadro geral da economia, no qual as empresas fechadas vai refletir na receita do estado, na vida das pessoas que podem viver momentos de extrema dificuldade, mas acima de tudo, caminhamos para um desfecho social muito grave que é o desemprego”, alertou o Frota.

Peic Manaus

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o número de famílias manauaras com dívidas em cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e alcançou a marca dos 84,8% em abril de 2020. Esta foi a primeira Peic realizada após o início da pandemia de coronavírus no Brasil, a coleta dos dados ocorreu entre 20 de março e 5 de abril.

A quantidade de manauaras com dívidas ou contas em atrasos ficou estável em abril, na casa dos 26%, como registrado nos últimos três meses. Em comparação com igual período de 2019 (40,8%), houve diminuição. Já o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes apresentou queda em abril, no comparativo mensal, passando de 12,1% do total, em março de 2020, para 11,9% em abril. No ano anterior, no mesmo período, o indicador havia alcançado 17,2%.

Em relação aos tipos de dívida, o cartão de crédito continua sendo o mais apontado pelos manauaras como a principal modalidade de endividamento: 87,1,6%. Carnês (48,4%) e crédito pessoal (15,8%) estão na segunda e terceira posições, respectivamente. Na sequência estão, respectivamente: crédito consignado (14,8%­), outras dívidas (3,4%), Cheque especial e financiamento de carro (2,2%), financiamento de casa (1,9%) e cheque pré-datado (1,5%).

Fonte: Fecomércio

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