Inadimplência cresce 4,42% em junho

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índice no Estado superou em 0,3% a média nacional, MAS ESTÃO DENTRO DA EXPECTATIVA

O índice de inadimplência no Amazonas em junho foi 4,42% superior ao mesmo mês de 2013, superando em 0,3% a média nacional no mesmo período (4,39%). Os dados são do indicador mensal de inadimplência regional calculado pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). Para o vice-presidente da entidade nacional, Ralph Assayag, os números estão dentro das expectativas estaduais.
Assayag, que assumiu a vice-presidência do SPC no dia 7 deste mês, comenta que os resultados são reflexo do enfraquecimento econômico em todo o Brasil. “Os ajustes salariais não acompanham a alta da inflação e, como se não bastasse, o mercado tem dificuldade de abertura de crédito ao consumidor”, lamenta, citando a queda das vendas de motocicletas como exemplo específico da indústria amazonense.
Baseado na pesquisa, nota-se a forte tendência de alta na inadimplência nacional – que em junho apresentou crescimento de 4,39% em relação a junho de 2013 –e Ralph anuncia: o quadro deve se repetir ao longo do segundo semestre.
“Esses resultados têm forte relação com o cenário de enfraquecimento da atividade econômica brasileira, acrescida da elevação da taxa de juros”, explica o representante. A maioria das dívidas foi adquirida por meio de compras em carnês de lojas ou pelo uso indiscriminado dos cartões de créditos.
Dentre os cinco Estados que registraram a maior variação de CPFs inadimplentes, dois são da região Norte – Acre (10,58%) e Roraima (10,47%) – e três da região Nordeste – Maranhão (9,40%), Sergipe (8,43%) e Ceará (8,13%). “Isso mostra também que é necessário reformas no sentido de motivar o comércio além do eixo Rio de Janeiro – São Paulo. O Brasil não se resume a Sul e Sudeste”, diz.

Inter-regionais
Apesar de a pesquisa ter apontado crescimento de inadimplentes em todos os Estados brasileiros, onze tiveram avanço menor do que a média nacional (4,39%): Piauí (0,95%), Espírito Santo (1,36%), Distrito Federal (2,45%), Alagoas (2,49%), Mato Grosso (2,81%), Rio de Janeiro (3,02%), Santa Catarina (3,89%), Pará (4,04), Mato Grosso do Sul (4,10%), Rondônia (4,11%) e Rio Grande do Sul (4,37%).
Para o vice-presidente, o fato de todas as unidades da federação apresentarem crescimento na quantidade de inadimplentes mostra que, independentemente das particularidades econômicas de cada região, a atividade do país como um todo está desacelerando em comparação com os anos anteriores. “O avanço da inadimplência não se deve apenas a fatores sazonais ou regionais. O detalhamento de junho do indicador mostra que o atual panorama macroeconômico tem impactado negativamente no atraso de pagamentos das dívidas no Brasil de uma forma generalizada”.
Ele atribui, ainda, a falta de planejamento econômico da maioria dos consumidores como um dos problemas principais do brasileiro e alerta que antes de ter crédito é necessário ter cautela. “O consumo exagerado é desnecessário, portanto, é um dos principais motivos de endividamento, o que contribui para o aumento da inadimplência do consumidor. Hoje, as pessoas vivem numa sociedade consumista. O ideal é gastar somente aquilo que você pode e, comprar o necessário. É preciso ter conscientização financeira e planejamento”, salienta.

Dívidas por região
A quantidade total de dívidas em atraso no banco de dados ao qual o SPC tem acesso mostrou, em junho, aumento médio de 5% em relação ao mesmo mês de 2013. A variação ficou muito próxima à alta de 5,21% verificada no mês anterior.
Já a abertura regional do total de dívidas em atraso mostra que as taxas de crescimento anual referentes às regiões Nordeste (7,43%), Norte (7,09%) e Sul (5,06%) ficaram acima da média nacional (5%). As regiões Sudeste e Centro-Oeste tiveram avanços ligeiramente menores, de 4,33% e de 4,14%.
De acordo com os dados do SPC Brasil, apenas 11 das 27 unidades da federação apresentaram um crescimento da quantidade de dívidas menor na quantidade de dívidas menor do que a média nacional (5%): Amazonas (4,97%), Rio Grande do Sul (4,93%), São Paulo (4,93%), Alagoas (4,85%), Goiás (4,48%), Mato Grosso (4,35%), Santa Catarina (3,51%), Rio de Janeiro (3,22%), Distrito Federal (1,93%), Piauí (1,19%) e o Espírito Santo (0,06%).
O Acre, que em maio ocupava a segunda posição no ranking das maiores altas anuais, passou a liderar o avanço do total de dívidas em junho, mostrando crescimento de 16,36%. Em segundo e terceiro lugares aparecem os Estados de Roraima e do Ceará, que ocupavam a primeira e a sexta posições, respectivamente, no mês anterior.

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