Inadimplência cresce 21,4% no primeiro trimestre

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor cresceu 21,4% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, ritmo ligeiramente superior ao verificado durante o quarto trimestre de 2010 (alta de 20,3% frente ao quarto trimestre de 2009). Com relação a março de 2010, o nível de inadimplência registrado no mesmo mês deste ano foi 14,4% maior.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, a ampliação do endividamento do consumidor ao longo dos últimos dois anos e o crescimento da inflação neste início de 2011 estão gerando dificuldades para os consumidores honrarem seus compromissos assumidos, aumentando as ocorrências de inadimplemento.
“Vale ressaltar que a expansão anual de 21,4% ocorrida no primeiro trimestre de 2011 deu-se sobre uma base deprimida de comparação dado que no primeiro trimestre de 2010, em função da rápida saída do país da recessão e do crescimento acelerado do nível de emprego, a inadimplência do consumidor recuara 6,7% perante o mesmo período de 2009”, assinalaram os economistas, no texto da pesquisa.
Na comparação com fevereiro, março registrou crescimento de 3,5% da inadimplência dos consumidores, o primeiro avanço mensal deste ano de 2011. Segundo os economistas da Serasa Experian, o aumento é decorrente de fatores sazonais, pois o terceiro mês do ano reflete maior pressão no orçamento familiar com o pagamento da última parcela do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), material escolar, despesas de férias e Carnaval.

Cheques sem fundos

Na decomposição do indicador, os cheques sem fundos foram os principais responsáveis pelo crescimento do índice, com alta de 24,6% (contribuição de 2,9% no indicador final).
As dívidas com os bancos (alta de 3,4%) e os títulos protestados (crescimento de 7,8%) também contribuíram para o aumento do indicador agregado com 1,6% e 0,1%, respectivamente.
Já as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) não permitiram que o índice subisse ainda mais, apresentando recuo de 2,8% (contribuição negativa de 1,1%).

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