18 de abril de 2021

Inadimplência avança pelo 3º mês seguido em Manaus

Pela terceira vez consecutiva, o índice de inadimplência subiu no Amazonas

Pela terceira vez consecutiva, o índice de inadimplência subiu no Amazonas. O varejo fechou julho com 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados da CDL-Manaus (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus). O balanço divulgado calculou 5.165 pessoas na lista do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) esse mês.
Já em relação aos meses anteriores, o índice é 0,1% maior no comparativo com junho e 0,2% em relação a maio. Esse crescimento pequeno, porém constante no índice tem merecido atenção especial por parte das lideranças varejistas.
“O índice vem crescendo mês a mês e isso nos reocupa. No entanto, acreditamos que a partir de agora, o grau de inadimplência comece a ceder”, destacou o presidente da CDL- Manaus, Ralph Assayag.
Segundo ele, essa queda na inadimplência esperada pela entidade para agosto, será resultado de ações de combate à inadimplência intensificadas a partir da metade de julho. “Solicitamos dos lojistas que eles consultem o SPC para todos os clientes para evitar calotes. Além disso, orientamos que os comerciantes reduzam o prazo para que um consumidor seja considerado inadimplente. Como essas ações ocorreram recentemente, em agosto os efeitos serão mais explícitos”, explanou o dirigente.
Assayag disse ainda que o índice é baixo diante da inadimplência nacional (8,55% em julho), mas não pode ser considerado satisfatório. “O ideal é chegarmos em 2,8%”, informou.
O vice-presidente do Corecon-AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Ailson Rezende, acredita que as medidas do comércio são importantes para mudar o quadro atual mas não funcionam isoladas. “Mas aliadas ao dinheiro injetado para o pagamento da 1ª parcela do 13º salário, elas podem funcionar. O que se espera é que, com dinheiro na mão, parte dos consumidores tenha quitado suas dívidas. Precisamos aguardar a resposta no final desse mês”, frisou.
Para ele, outro efeito será a opção dos consumidores pelo pagamento à vista na hora de presentear os pais. “Ele não vai arriscar se endividar ainda mais, o que é bom também para o comerciante que vai receber o pagamento sem sustos”, avaliou.

Vendas maiores

Segundo Ralph Assayag, há preocupação de diminuir a inadimplência sem afetar o volume de vendas. “As medidas do comércio tem de ser bem pensadas. Se restringirmos excessivamente o consumo, e as vendas caírem, vamos começar a afetar o emprego no setor e não queremos isso. Estamos buscando esse equilíbrio”, explicou.
As vendas do varejo no Amazonas cresceram 1,8% em julho. O objetivo do comércio é alcançar um aumento mensal de 3% a 4%.

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