Importância da inovação (2)

Em razão de sua importância para o país e para o futuro do PIM, damos continuidade ao tema abordado na coluna de quinta-feira. Na lógica do capitalismo, a geração continuada de inovação é a chave do crescimento econômico sustentado. O economista Joseph Schumpeter estudou amplamente a questão no século passado, principalmente após sua mudança para os Estados Unidos, na década de 30, onde lecionou em Harvard até sua morte em1953.   
Segundo o estudo realizado pelo IEA (Instituto de Estudos Avançados) da USP para a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), as barreiras que inibem a inovação no Brasil estão representadas por pelo menos oito obstáculos: 1) falta de coordenação entre os órgãos do governo, 2) baixo aproveitamento do potencial das compras governamentais, 3) prazo excessivo para a liberação dos financiamentos, 4),falta de clareza dos instrumentos de incentivo à inovação, 5) desconhecimento por parte das empresas dos instrumentos de apoio à inovação, 6) deficiência de gestão e carência de empreendedores, 7) dificuldades para criar empresas e novos produtos, e 8) pouca aplicação nas empresas do conhecimento gerado nas universidades.
Entre as saídas para superá-los, destacam-se nove: 1) preparar um projeto de metas para os próximos 15 e 20 anos, a ser elaborado pelo governo junto ao setor privado, 2) explorar as compras governamentais e eliminar a regra da obrigatoriedade da compra de bens e serviços pelo menor preço sem levar em conta o desenvolvimento tecnológico, 3)criar um corpo de especialistas para a difusão dos instrumentos de inovação, 4)desonerar empresas inovadoras, 5) atualizar políticas de inovação com base em estudos de competitividade, 6) incentivar projetos de médio porte, 7) aproximaras universidades das empresas, 8) incentivar pesquisadores nas universidades a desenvolver produtos ou processos inovadores e a constituir empresas para comercializá-los e 9) apoiar as empresas nas fases iniciais de operação. Tal conjunto de medidas são as providências iniciais para vencer as barreiras que inibem a inovação.
Parece que o governo brasileiro finalmente entendeu a importância da inovação para o crescimento econômico.Espera-se que seja dada continuidade a essa importante linha de ação, que deveria ser transformada em política de Estado, independente da mudança de governos, em um processo de aperfeiçoamento contínuo.

Lições para a ZFM

A iniciativa do governo federal deveria servir de estímulo à ZFM, na quinta década de sua existência que se inicia no próximo dia 28. O futuro do PIM está condicionado ao sucesso de uma política consistente de geração de inovação. Os institutos de pesquisa locais deveriam focar sua ação de atuação nesse processo. Na oportunidade, convém lembrar que o escopo do Projeto Arara, iniciado na atual administração da Suframa, segue nessa direção.

Amazônia

Em meio às notícias de que o índice de desmatamento na Amazônia está aumentando, o presidente Lula afirmou que a região não deve ser considerada “um santuário da humanidade”, isto é, um local onde a atividade humana seja proibida objetivando preservar a biodiversidade. Na visão de Lula, é preciso criar um modelo de preservação que não impeça aos habitantes da região o exercício de atividades produtivas. A Amazônia, todavia,não é mais um santuário: 16 milhões de pessoas já a exploram em vários tipos de atividades econômicas, desde extrativismo até pecuária extensiva. Da área utilizada, da ordem de 1,9 milhão de km2, cerca de 780 mil km2 são paisagens biologicamente empobrecidas: cidades, pastagens, glebas utilizadas na agricultura etc. Além do efetivo controle do desmatamento e da ação dos predadores,é também necessário que sejam recuperadas as áreas abandonadas, em processo de degradação.

Protecionismo

Externamente, os EUA apregoam a importância do livre comércio, mas, internamente (na agricultura) praticam protecionismo. Basta considerar que o governo americano impõe uma tarifa

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