Importações em RR têm decréscimo de 46,25%

Ao contrário das exportações, que tiveram alta de quase 100% em outubro, por conta da entressafra da soja, as importações registraram queda de 46,25% no mês, em comparação ao mesmo período do ano passado, em Roraima. O resultado negativo contribuiu para que o acumulado do ano continuasse em baixa, com diferença de 18,41%, para menos, ante o total de janeiro a outubro de 2006, no Estado mais ao norte do país.

De acordo com dados da Seplan (Secretaria Estadual de Planejamento), as importações em outubro marcaram um somatório de R$ 119,2 mil contra quase R$ 222 mil, em igual mês do ano passado. Entre janeiro e outubro deste ano, as importações ficaram próximas de R$ 841 mil, enquanto que no mesmo período de 2006, esse número alcançou aproximadamente R$ 1 milhão.

Para o diretor do Decoex (Departamento de Comércio Exterior da Seplan), Derval Furtado, o resultado das importações no décimo mês de 2007 foi influenciado pelas facilidades oferecidas pelo mercado das fronteiras. “O empresariado local está perdendo muito para o comércio de Santa Helena do Uairém (Venezuela) e de Lethen (Guiana), que atrai mais consumidores por conta do preço dos produtos mais conta”, disse.

Mercado fronteiriço

Com isso, muitos empreendedores do Estado, sobretudo da capital, deixam de importar produtos para revendê-los na cidade. “Quando a clientela procura o mercado fronteiriço, o empresário local deixa de vender e para evitar perdas tem importado cada vez menos”, justificou.

Baseado nos números da pesquisa do setor empresarial do Estado, desenvolvida pelo Sistema Acirr (Associação Comercial e Industrial de Roraima), Furtado informou que 37,4% do consumidor roraimense abastecido comprou, em outubro, no mercado fronteiriço ou preferiu as vantagens do comércio de Manaus. Nesse mesmo mês do ano passado, o percentual de consumidores que aplicaram recursos no mercado exterior foi de 33,2%.

O mercado local só deve retomar novo fôlego quando entrar em vigor as operações do despacho aduaneiro nas fronteiras de Roraima com os países vizinhos, previstas para entrarem em funcionamento no primeiro semestre de 2008, afirmou o diretor do Decoex. “Só assim podemos controlar o que sai ou entra no Brasil de forma mais organizada e justa”, comentou.

Conforme o diretor executivo da Aceam (Associação de Comércio Exterior da Amazônia), Moacyr Bittencourt, o desempenho negativo registrado por Roraima não é um caso exclusivo na região. “A queda de negócios e de importações no Estado não foi à parte, mas é uma tendência verificada em quase todas as outras unidades federativas da região Norte”, contou.

Além de Roraima, as perdas mais significativas no acumulado das importações deste ano, no comparativo com os dez meses de 2006 foram pontuadas no Acre (queda de 13,2%) e no Pará (10% a menos). O Amazonas, responsável por quase 90% das importações na região, por conta das atividades do PIM (Pólo Industrial de Manaus), caminhou em sentido contrário e apresentou alta de 5,8%.

Origem dos produtos

Com participação de apenas 0,01% nas importações da Amazônia, Roraima tem na Venezuela a principal fonte de insumos e produtos. O país vizinho detém 62,2% dos itens que chegam ao Estado. Em segundo lugar aparece os Estados Unidos, com 11,3% de participação, seguido pela Espanha, com 8%. Uruguai e Colômbia completam a lista dos cinco primeiros.

Material para andaimes, armações e produtos à base de ferro fundido são os principais itens importados pelo Estado. Juntos, representam cerca de 40% das importações. Peças para aviões e helicópteros, bem como chapas de vidro flotado seguem com 9,46% e 9,13%, respectivamente.

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