Importações aumentam 72,35% no 1º semestre

As importações amazonenses cresceram 72,35% no primeiro semestre de 2010 em comparação com o mesmo período de 2009. Segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), o Amazonas importou mais de US$ 4.55 bilhões até junho, contra US$ 2.82 bilhões nos seis primeiros meses do ano passado. Apesar de bem próximo, o ritmo de compras da indústria amazonense ainda não chegou aos níveis de 2008, quando no mesmo período havia importado US$ 4.87 bilhões, 7,11% a mais que em 2010.
Se comparado com o mês imediatamente anterior, junho obteve crescimento no volume de importações de 3,26%. Maio contabilizou US$ 921 milhões em compras externas contra US$ 951 milhões no mês passado. Os maiores fornecedores do Estado continuaram sendo as fábricas componentistas instalados na China (US$ 1.64 bilhões), Coréia do Sul (US$ 827.64 milhões), Japão (US$ 530.56 milhões), Estados Unidos (US$ 370.18 milhões) e Taiwan (US$ 315.83 milhões).
Os produtos mais comprados pelo Estado foram componentes para televisores (US$ 1.05 bilhões), dispositivos de cristal líquido (US$ 283.08 milhões), circuitos integrados monolíticos (US$ 141.74 milhões), componentes para microcomputadores (US$ 125.63 milhões) e componentes para celular (US$ 124.73 milhões).
Segundo os dados do Mdic, a corrente de comércio do Amazonas, soma das importações e exportações, registrou US$ 5.42 bilhões no primeiro semestre. Em comparação aos outros meses de 2010, junho bateu recorde na soma das transações comerciais com US$ 1.045 bilhões contra US$ 1.024 bilhões em maio (-2,07%) e US$ 928 milhões em abril (-12,67%).

Compra de insumos

O diretor executivo do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Ronaldo Mota, observa que a expansão das importações do Amazonas implica no aumento da produção industrial do PIM. “Nossas previsões para este ano são de crescimento de 20% a 40% no volume de vendas da indústria. Consequentemente, é preciso importar os insumos necessários para a produção”, confirmou Ronaldo Mota. No entendimento do diretor executivo do Cieam, os números das importações amazonenses devem continuar crescentes até o final do ano.
O economista, consultor empresarial e professor da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), Assis Mourão, salienta que é preciso avaliar a qualidade das importações. Segundo ele, o ideal seria que importássemos maquinas e equipamentos, mas o modelo ZFM (Zona Franca de Manaus) funciona apenas para a compra externa de componentes. “A tecnologia para televisores, por exemplo, é 95% de fora, somente 5% é fabricado aqui”, apontou Assis Mourão.

Exportações ainda estão abaixo de 2008

As exportações do Estado no primeiro semestre também registraram crescimento na comparação com 2009. Segundo os dados do Mdic, o aumento foi de 43,30%, com US$ 544.75 milhões (2010) contra US$ 380.13 milhões (2009). As vendas externas deste ano, no entanto, ainda estão abaixo dos números do primeiro semestre de 2008, periodo imediatamente anterior à crise. Naquela época, o volume comercializado pelo Amazonas no estrangeiro chegou a US$ 576.92 milhões, 5,68% a mais que nos seis primeiros meses deste ano.
Os produtos mais exportados pelo Estado foram telefones celulares (US$ 181.23 milhões), outras preparações para elaboração de bebidas (US$ 75.53 milhões) e motocicletas de 125 cilindradas (US$ 38.01 milhões). E os principais compradores da produção industrial amazonense são a Argentina (US$ 194.26 milhões), Venezuela (US$ 48.43 milhões) e Colômbia (US$ 47.17 milhões).
A balança comercial do Amazonas registrou déficit de US$ 4.33 bilhões no acumulado desses seis primeiros meses de 2010. Mas, segundo especialistas, isso não afeta a economia amazonense, pois os produtos fabricados aqui atendem ao mercado interno brasileiro e somente as reservas são exportadas para os países da América do Sul. “O grande cliente do Amazonas é o próprio Brasil. As importações são geradoras de riqueza e a exportação é uma saída que algumas empresas encontraram para escoar a produção”, finalizou o ex-diretor executivo da Aceam (Associação de Comércio Exterior da Amazônia), Moacyr Bittencourt.

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