11 de abril de 2021

Importação de insumos eleva déficit do PIM para US$ 4.36 bi até outubro

No acumulado até outubro, a balança comercial do PIM (Polo Industrial de Manaus) teve déficit de US$ 4.36 bilhões, mas o crescimento das importações de insumos reforçou a expectativa positiva para a economia do Estado em 2010

No acumulado até outubro, a balança comercial do PIM (Polo Industrial de Manaus) teve déficit de US$ 4.36 bilhões, mas o crescimento das importações de insumos reforçou a expectativa positiva para a economia do Estado em 2010.
Nas importações, os maiores fornecedores foram Estados Unidos com US$ 2.21 bilhões em mercadorias diversificadas, seguidos por China (US$ 1.14 bilhão), cuja participação no mercado local saltou de 3,8% em 2008 para atuais 5,2%. Os números foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior com base em dados da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
No entendimento do presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Polo Industrial do Amazonas), Cristóvão Marques Pinto, o aumento da importação de insumos é uma resposta positiva para a economia em termos de reaquecimento da produção industrial. O executivo explicou ainda que algumas regras dos setores metal-mecânico e eletroeletrônico permitem a importação total de peças para montagem no parque industrial amazonense, o que reflete nos altos percentuais de desequilíbrio da balança comercial. “Existem decretos que permitem trazer modelos prontos, como é o caso da produção de monitores de LCD para computador e TV, que é praticamente toda importada e apenas montada em Manaus. Só agora que a Philips pretende trazer uma linha de montagem e gerar 390 novos empregos”, desabafou.
A visita de uma comitiva empresarial chinesa a Manaus, marcada para o dia 4 de janeiro, com o objetivo de prospectar a instalação de uma fábrica de monitores de LCD foi frisada por Marques Pinto como de suma importância para aspectos de redução de custos e adensamento da cadeia produtiva dos eletroeletrônicos no Amazonas. O segmento em geral, segundo o dirigente, sofre uma dose cavalar de impostos, o que dificulta a produção em larga escala. “Alguns produtos precisam ser comprados no exterior, onde sai mais em conta. Muitas vezes é mais barato comprar da China, que dos fornecedores nacionais, onde a carga tributária incide diretamente nos custos”, explicou.

Novo PPB

Os investimentos na produção de condicionadores de ar split com a mudança no PPB, (Processo Produtivo Básico) aprovada no início desta semana, devem favorecer a criação de 1.200 postos de trabalho no polo industrial no decorrer de 2010. Pelo menos essa é a avaliação do presidente do Simplast (Sindicato das Indústrias de Materiais Plásticos do Amazonas), Carlos Monteiro, o qual asseverou que a revisão nos processos fabris dos aparelhos condicionadores não ocorrerá de imediato. Segundo o empresário, as empresas precisarão de um determinado tempo (em média quatro meses) para investirem em ferramentaria e reestruturar as linhas de produção. “Sem dúvida, o polo de termoplásticos vai receber grande reforço com a demanda. A gente já vinha trabalhando esse PPB desde o ano passado, mas agora as empresas terão de cumprir nove etapas de produção aqui em Manaus, o que é bom para o índice de empregabilidade”, refletiu.
Com a nova edição da portaria, as empresas de splits ficam pressionadas a investir em injeção plástica, estampagem e montagem de partes antes importadas. De acordo com a Suframa, foram produzidos 21,83 mil condicionadores split nos dez primeiros meses deste ano, contra 10,98 mil em igual período de 2008. “A desagregação das peças importadas vai significar em ampliação do número de aparelhos produzidos em Manaus e, portanto, mais empregos no setor de termoplastia”, apostou Monteiro.
As importações de bens de capital e intermediários representaram 67,7% na pauta de 2009, mostrando o predomínio das compras de insumos para a indústria amazonense. Para o presidente do Sinmem (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas de Manaus), Athaydes Félix Mariano, esse percentual mostra claramente o potencial de crescimento do setor que a importação permite para 2010. “A aprovação do novo PPB vai impactar positivamente nos segmentos de ferramentaria e estamparia. E isso é muito bom, porque reforça a perspectiva positiva para um dos setores que mais emprega no Amazonas”, finalizou Mariano.

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