Implurb indica área para implantação do Pólo da Construção Naval

O Implurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano apresenta nesta sexta-feira, às 9h, ao grupo de trabalho para a implantação do Pólo da Construção Naval de Manaus, da ALE-AM (Assembléia Legislativa do Estado), a sugestão de duas áreas distintas, de acordo com o levantamento que o instituto realizou na orla de Manaus entre o Tarumã e Puraquequara, destinadas aos estaleiros de construção e os de reparos e manutenção (serviços).

O acerto, separando as modalidades de serviços, foi definido em reunião realizada no último dia 14 na qual os técnicos do Iteam (Instituto de Terras do Amazonas) fizeram a apresentação do levantamento detalhado (mapeamento e situação fundiária) da área, indicada pelo grupo de trabalho para a implantação das oficinas, localizada na Colônia Antônio Aleixo, nas proximidades do Puraquequara e Mauazinho.

A separação dos segmentos foi motivada pelo fato de os estaleiros de reparos e manutenção terem reivindicado a necessidade de estar localizados nas proximidades de Manaus para atender os barcos que fazem transporte de passageiros e ter acesso permanente à água.

Já os construtores que trabalham em local seco e podem fazer carreiras (trilhos) mais longas para lançar as embarcações à água, preferem terrenos mais extensos para instalação de infra-estrutura adequada. E, a maioria das áreas fora da orla de Manaus apresenta o fenômeno de grandes vazantes como é o caso de Iranduba.

No encontro também foi verificado que metade da área indicada (parte privada) apresenta irregularidades de titulação e hipotecas vencidas junto a bancos e até mesmo com a Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia). ambientais pela Prefeitura de Manaus.

Espaço físico deve abrigar 30 estaleiros

Outro fato verificado é que nesse local estão previstas as implantações do novo sistema e captação de água de Manaus, o ponto terminal do gasoduto Coari/Manaus e a execução de projetos ambientais pela Prefeitura de Manaus.

O presidente do grupo de trabalho, deputado Sinésio Campos (PT), admite que maior dificuldade para fechar o projeto do Pólo Naval de Manaus está justamente em encontrar uma área adequada na orla da cidade que permita a instalação de 30 estaleiros -dos 52 pequenos, médios e grandes, sobretudo que permita às empresas o acesso à água. Mas, ressaltou que o governo do Estado já apresentou proposta de destinar uma área à margem direita do rio Negro, no município de Iranduba, para a implantação de novos pólos como o de cosmético e o da indústria naval. “A partir da construção da ponte ligando Manaus ao Cacau-Pirêra o município de Iranduba terá toda infra-estrutura e logística necessária à implantação dos novos pólos de desenvolvimento”.

O deputado também ressaltou que, de acordo com o diretor do Departamento de Desenvolvimento Regional da Seplan (Secretaria de Estado de Planejamento), Marconde Noronha, a construção naval está incluída no plano de desenvolvimento -instituído pelo programa APL (Arranjos Produtivos Locais), do governo do Estado apresentado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, para o exercício do PPA (Plano Plurianual) 2008/2011.

Projeto deve apontar perfil econômico

Sinésio Campos explicou que o APL é um núcleo criado por decreto do governo do Estado, em setembro último, com a finalidade de colher o conteúdo necessário para o plano de desenvolvimento encaminhado ao governo federal visando captação de recursos, logística e outras demandas.

O projeto deve conter o perfil e necessidade de cada segmento econômico incluído o espaço físico. “É este projeto que vai permitir ao Ministério do Desenvolvimento o direcionamento de propostas e ações de desenvolvimento aos Estados”, ressaltou o deputado.

O coordenador do grupo de trabalho e diretor-presidente do Iteam, Sebastião Nunes, destacou que apesar da dificuldade, os empresários, governo do Estado e município compreendem a importância do pólo naval para o Amazonas, que tem nos rios a

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