Impeachment segue na Aleam

Em: 8 de julho de 2020
Com parecer favorável da Procuradoria da Casa, deputados decidem avançar com pedido de impedimento de governador
Impeachment segue na Aleam

Após receber parecer favorável da Procuradoria da Aleam ( Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas), o presidente da Casa, deputado Josué Neto (PRTB), informou aos deputados os ritos iniciais de prosseguimento ao processo de impeachment  do governador Wilson Lima (PSC) e de seu vice, Carlos Almeida (PTB). Pelo rito, Josué Neto, não mais poderá se pronunciar sobre o assunto, que caberá exclusivamente à comissão de impeachment, que será formada nesta quarta-feira, 8/7. O processo será baseado na Lei federal 1.079/50 (Lei de Crime de Responsabilidade), que cassou o presidente Fernando Collor e a presidente Dilma Rousseff.  

“Pilatos lavou as mãos e Pilatos cometeu um dos piores crimes que foi o crime da omissão. Simplesmente, não teve a coragem de conceder essa decisão e esta decisão nós só vamos entender e conhecer ao final deste processo. Cabe a mim cumprir a minha parte. Não farei como Pôncio Pilatos, que apenas “lavou as mãos” e disse que aquele problema não era dele. Nem disse nem sim nem disse não. Disse apenas que os demais, o povo tomasse aquela decisão. E neste momento a decisão que cabe a mim é decisão de entregar a este plenário o futuro do Estado do Amazonas. Eu não posso lavar as mãos.  Eu não posso ser omisso. Sou obrigado de forma institucional e íntima a tomar a decisão que cabe a mim e que está nas minhas mãos pela Constituição do Estado do Amazonas e pela Lei  federal que tem 70 anos”, afirmou Josué Neto durante a sessão em que deu prosseguimento ao processo de impeachment de Wilson Lima e seu vice.

Segundo Josué a lei na qual se baseará o processo foi criada para a história do Brasil. “Portanto, nós estamos apenas cumprindo com a nossa obrigação. Vossas excelências a partir deste momento, devem dar continuidade à tramitação, ao rito e ao que cabe aos deputados que formarão essa Comissão, provavelmente um número de 16 ou 17 deputados. Eu trabalho até aqui. Finalizo aqui o minha participação como presidente da Aleam. A partir de agora os líderes partidários cumprirão suas tarefas em uma lei que está vigente há 70 anos. Portanto, a responsabilidade é histórica. Já que esta mesma lei, foi a lei que cassou o mandato do ex-presidente da república Fernando Collor de Melo, assim como esta mesma lei cassou o mandato da ex-presidente da República Dilma Rousseff e esta mesma lei manteve o mandato do ex-presidente Michel Temer” pontou.

Josué Neto também informou aos deputados que a partir daquele momento não mais trataria do assunto (impeachment). “Alei me impede. Eu presidente desta casa, a partir deste momento sou obrigado a me distanciar de forma oficial, institucional e pessoal. Nenhum dos senhores deputados receberá qualquer informação da minha pessoa. Nem uma ligação. Nenhum conversa ao “pé do ouvido”. Tão pouco algum documento oficial. Porque a lei assim me obriga. Caberá aos senhores deputados conversarem entre si e marcarem uma reunião dos próprios líderes. Não sou eu que vou estabelecer a data o horário ou a forma da condução deste processo. A partir de agora, todas as definições, cabem aos líderes, partidários desta Casa. 17 partidos estão representados na Aleam”, finalizou o parlamentar.

Provável formatação da comissão de impeachment

O bloco formado pelos partidos PRTB, PSL, Patriota, PSDB e Republicanos poderá indicar cinco deputados.

MDB, PTB, PSC e DEM indicarão três parlamentares.

O bloco PSB, PT e PDT escolhem dois deputados.

O Partido Progressistas tem direito a dois membros na comissão.

PV e PSD terão dois parlamentares. Já o Podemos indicará dois deputados; e o PL indicará apenas um membro.

Severo Neto

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