Impasse ameaça verba extra de R$ 6 mi para combater o greening

Um impasse entre as quatro grandes processadoras de suco de laranja do país ameaça a assinatura de um convênio que prevê repassar, ao Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura), R$ 6 milhões para ações emergenciais de combate ao greening (huanglongbing), principal doença da citricultura mundial.
O projeto, elaborado pela entidade, previa que Cutrale, Citrosuco, Citrovita e LD (Louis Dreyfus) Commodities destinassem R$ 1,5 milhão cada uma ao Fundecitrus. Só que a LD Commodities se recusa a pagar esse valor e propõe contribuir com R$ 900 mil, que é valor correspondente aos cerca de 15% que possui no mercado de suco de laranja. “Nós até pagaríamos R$ 1,5 milhão, desde que esse valor fosse proporcional ao que nós temos do mercado”, disse o diretor de Cítricos da LD Commodities, Henrique de Freitas. “Achamos justo que cada indústria contribua de acordo com o seu tamanho”, completou o executivo.
De acordo com Hans Georg Krauss, presidente do Fundecitrus, as outras três indústrias produtoras de suco de laranja, antes propensas a manter a contribuição de R$ 1,5 milhão mesmo com a posição da LD Commodities, recuaram. Elas agora só concordam em pagar esse valor se a concorrente também contribuir com uma parte igual. “As outras empresas dizem agora que só entram no negócio se todas participarem, caso contrário, não destinariam o dinheiro.

A situação é bem delicada, o convênio está ameaçado, mas ainda existe uma esperança”, disse Krauss.
A esperança à qual o presidente do Fundecitrus se refere é um encontro informal com representantes de Cutrale, Citrosuco e Citrovita, previsto para terça-feira (18) , quando ele tentará convencê-los da necessidade da contribuição do R$ 1,5 milhão, mesmo com a recusa da LD Commodities.
Na última segunda-feira, Krauss e outros representantes do Fundecitrus já tentaram convencer a LD a mudar de idéia, mas sem sucesso. A assinatura do convênio está prevista para ocorrer no dia 24, em uma cerimônia na qual serão comemorados os 30 anos do Fundecitrus, em Araraquara (SP). “Temos uma semana para tentar evitar que o convênio não seja assinado”, concluiu Krauss.
Os R$ 6 milhões previstos no projeto emergencial de combate ao greening fazem parte de um pacote de ações que custaria R$ 8,5 milhões. Os R$ 2,5 milhões restantes viriam do governo federal, que teria prometido liberar uma verba contingenciada. Se o dinheiro sair, o Fundecitrus prevê contratar 320 inspetores para vistorias, principalmente nos pomares da região central de SP, onde a ação do greening é considerada grave. A doença se espalhou no Estado e já atingiu pomares em 131 municípios.

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