Impactos da pandemia na Indústria do Turismo

Foi lançada a campanha “Viaje com responsabilidade e redescubra o Brasil”, pelo governo federal, dia 10/11. O presidente da República, Jair Bolsonaro, ao citar os impactos da pandemia no setor, destacou o empenho do governo federal em socorrer a cadeia produtiva que atua no segmento. “A economia é vital. Quando se destrói um setor todos sofrem. Temos que buscar mudanças. Temos como mudar o destino do Brasil”, declarou Bolsonaro.

Para o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, a retomada do turismo é uma aliança dos setores público e privado, terceiro setor e Sistema S para que o turismo retome plenamente as atividades de maneira gradual e planejada, voltando a gerar emprego e renda no país.

Ibope: Poucos brasileiros, 12%, voltaram a viajar após o relaxamento da quarentena, segundo a pesquisa realizada pelo Ibope e C6Bank com dois mil brasileiros. Os entrevistados, de classes A, B e C, com acesso a internet e de todas as regiões do país, mais da metade da população (55%) parou de viajar durante a pandemia e apenas 6% dos brasileiros ampliaram a frequência das viagens de carro, a lazer ou a trabalho.

A pesquisa revela que 38% dos brasileiros com acesso à internet pretendem fazer viagens mais baratas nos próximos seis meses, período que inclui o verão e as férias de final de ano. Quando a referência é sobre os planos dos próximos seis meses, 33% dizem que sempre fizeram viagens econômicas e devem continuar fazendo, já para as viagens a laser, 25% dos brasileiros com acesso à internet não têm certeza se vão sair a passeio. Entre os que pretendem frequentar os aeroportos, 15% dizem que vão viajar no Brasil e 4% relatam a intenção de ir ao exterior.  6% disseram que passaram a viajar mais de carro tanto a turismo quanto a trabalho, 12% diminuíram a quantidade de viagens, mas já voltaram ao normal, e 43% diminuíram ou pararam de viajar e ainda não retornaram à normalidade.

(A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos).

Pesquisa – A Travel Consul, aliança global de marketing de viagens, numa segunda rodada da pesquisa iniciada em junho sobre os impactos de covid-19 na indústria do Turismo, indica alternativas para a reconstrução da atividade e cria parâmetros importantes para o futuro próximo ao comparar os resultados do primeiro semestre. Entre 14 e 28 de setembro, 1.021 executivos de viagens de mais de 20 países participaram da pesquisa que, no Brasil, teve apoio da Interamerican Network e da Braztoa. As respostas – obtidas majoritariamente (84,53%) de operadores de turismo e proprietários de agências de viagens – sinalizam mudanças importantes no perfil dos viajantes, revelam a eficácia dos protocolos no sentido de aumentar a confiança dos consumidores em relação a questões biossanitárias, quando o assunto é Turismo.

A pesquisa revela que a opção pelo adiamento supera os cancelamentos, com dois perfis prevalentes: clientes que já postergaram a viagem para 2021 e os que ainda estão aguardando para decidir quando e para onde vão viajar.

O comportamento de reservar roteiros internacionais na última hora, que era característico do viajante brasileiro, agora se estendeu para o mundo todo. Em termos globais, 21% dos viajantes vão decidir suas viagens com menos de um mês de antecedência. Outro resultado interessante foi o aumento da necessidade de oferecer apólices de seguro, com 60% de menções.

O interesse por viagens individuais atingiu 66% das menções. Hotéis e resorts foram apontados como os meios de hospedagem preferenciais para 64% dos respondentes e resorts all-inclusive tiveram 60% das respostas. Viagens em grupos de 8 a 15 passageiros (54%). Sobre os destinos, 53% dos executivos afirmaram probabilidade alta de incluir novidades na oferta atual.

Embora no primeiro momento da pandemia tenha sido assustador. Outro ponto comemorado foi o aumento na taxa estimada de sobrevivência financeira dos negócios sem nenhum tipo de intervenção governamental. Na comparação entre os resultados de junho e de outubro nota-se aumento para previsões mais otimistas: +2% acreditam que conseguem manter os negócios por 7 a 10 meses e +3% afirmaram que o caixa pode superar 10 meses.

Susy Rodrigues Simonetti Doutora em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, Bacharel em Turismo, Membro do Fórum de Turismo de Base Comunitária do Rio Negro (AM). Professora adjunta do Curso de Bacharelado em Turismo e do Mestrado Interdisciplinar em Ciências Humanas – PPGICH, ambos da UEA e do Mestrado Profissional em Gestão de Áreas Protegidas -INPA.

O turismo exige que mudemos de comportamento, seja visitante, visitado ou empresas do segmento. Diante do cenário que nos encontramos, a mudança deve ser, especialmente para os empreendimentos de turismo, passamos da competição para a colaboração mútua, com foco na sustentabilidade.

Além disso, os empreendimentos precisarão ser muito transparentes quanto as medidas relacionadas à higiene, limpeza e procedimentos de biossegurança, isto deve garantir que a experiência para os visitantes seja segura e única.

O turismo, como uma ferramenta importante para o desenvolvimento socioeconômico do estado, deve ainda atender a uma demanda de viajantes que procuram experiências menos padronizadas, com mais imersão cultural e que se preocupam com responsabilidade social e ambiental. Espera-se que a tendência se configure, ou seja, o turismo regional, local, de proximidade, em contato com o ambiente natural, o que é uma vocação do Amazonas, deve garantir que sigamos recebendo visitantes domésticos e, posteriormente, internacionais.

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