7 de maio de 2021

Imóveis de Manaus tem alta nos preços em outubro

Manaus foi a segunda capital com o maior índice de aumento de preço de imóveis, na passagem de setembro para outubro. O incremento foi de 1,22% no preço médio do metro quadrado, que chegou a R$ 4.857. As informações estão no Índice FipeZap, estudo mensal que acompanha as flutuações do mercado imobiliário de 50 cidades. Na média brasileira, o indicador registrou sua segunda expansão em outubro (+0,43%) –após os +0,53% de setembro. 

A cidade só perdeu para Recife (+1,68%), nesse tipo de comparação, mas todas as capitais brasileiras monitoradas apresentaram elevação do preço médio de venda de imóveis residenciais no último mês, destacando-se ainda Vitória (+1,16%), Curitiba (+1,09%), Campo Grande (+1,06%), João Pessoa (+0,90%) e Goiânia (+0,80%). Municípios com maior peso no cálculo do indicador, como São Paulo e Rio de Janeiro, marcaram elevações de 0,25% e de 0,39%, respectivamente.

O metro quadrado mais caro de Manaus está situado no bairro Praça 14 (R$ 9.945), na zona Sul, segundo o levantamento. Na sequência, estão Adrianópolis (R$ 6.717), São Jorge (R$ 5.775), Ponta Negra (R$ 5.439) e Nossa Senhora das Graças (R$ 5.392) –o primeiro e quarto na zona Centro-Sul, e o segundo e terceiro, na zona Oeste. Na outra ponta, São Geraldo (R$ 3.214), Tarumã (R$ 2.917), Lago Azul (2.910), Japiim (R$ 2.748) e Cidade Nova (R$ 2.350) –nas zonas Centro-Sul, Oeste, Norte, Sul e Norte, respectivamente –estão com valores imobiliários abaixo da média da cidade. 

Os preços dos imóveis de Manaus já acumulam alta de 4,67%, no balanço de janeiro a outubro, superando a média nacional (+2,75%). A capital amazonense ficou na sexta posição do ranking do Índice FipeZap, atrás de Brasília (+8,33%), Curitiba (+6,35%), Florianópolis (+5,27%), Campo Grande (+5,07%), Maceió (+4,85%). Mas, ficou à frente de São Paulo (+3,07%), Rio de Janeiro (+1,02%) e Recife (-2,15%) –a única cidade da lista com balanço anual negativo.

Em 12 meses, a capital amazonense já contabiliza expansão de 4,21% nos preços imobiliários, batendo novamente a média brasileira do período (+2,72%) e ocupando o sétimo lugar, conforme o Índice FipeZap de Venda Residencial. Perdeu para Brasília (+7,18%), Curitiba (+6,89%), Florianópolis (+5,85%), Vitória (+5,29%), Campo Grande (+4,95%) e Belo Horizonte (+4,32%), mas ganhou novamente de São Paulo (+3,59%) e Rio de Janeiro (+0,60%). Em contraste, Fortaleza acumula a maior queda no preço médio das capitais (-3,73%), sendo acompanhada por Recife (-1,65%).

O preço médio dos imóveis na cidade, no entanto, ficou 34,58% abaixo da média nacional (R$ 7.424 por metro quadrado). O Rio de Janeiro apresentou o preço de venda mais elevado (R$ 9.383), seguido por São Paulo (R$ 9.265) e Brasília (R$ 7.927). Em contraste, entre as capitais monitoradas com menor valor médio estão incluídas Campo Grande (R$ 4.342), Goiânia (R$ 4.403) e João Pessoa (R$ 4.431).

“Abaixo do esperado”

Responsável pelo levantamento, o Grupo Zap ressalta, em nota à imprensa, que a variação mensal ficou abaixo das expectativas, apesar dos incrementos nominais seguidos nos preços dos imóveis de Norte a Sul do país. O texto aponta que o indicador ficou abaixo do comportamento esperado do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do  IBGE, para o mês (+0,79%), segundo expectativa publicada no último Boletim Focus do BC (Banco Central). 

“Na comparação entre a variação acumulada do Índice FipeZap e a inflação esperada, a expectativa é que o preço médio de venda dos imóveis residenciais encerre o período com alta real de 0,59%.Comparando-se com a inflação acumulada nos últimos 12 meses (+3,85%), de acordo com o IPCA, o índice exibe queda real de 1,08%”, ponderou a Fipe, no texto da sondagem. 

Repasse de custos

De acordo com o presidente do Sinduscon-AM, Frank Souza, as altas se devem a repasses de custos sobre a atividade, sendo que o de mão de obra –que representa de 46% a 48% dos dispêndios totais das construtoras amazonenses com as obras, em média –, não variou muito. O que pesou, mesmo, conforme vem alertando o dirigente, em matérias já publicadas pelo Jornal do Commercio, é a escalada dos preços dos insumos, como cimento, aço, tijolos e PVC, entre outros.

“Tudo que compro de materiais subiu 15%, no mínimo. A pesquisa mostra que os custos já estão sendo passados aos índices de preços, que estão sendo reajustados. Não tem como segurar os preços, que descolaram muito. Imóveis que entram no mercado sem estarem atrelados a um programa habitacional como o Minha Casa Minha Vida, terão seus preços aumentados. Isso é inevitável para contratos novos de obras imobiliárias e comerciais. Quando fechar a planilha, vai dar mais caro”, assinalou.

Outra coisa que sondagem mostra, na análise do dirigente, é que, diferente do ocorrido na média nacional, os preços de Manaus teriam se descolado da inflação oficial. Pressionado pelos preços de alimentos e passagens aéreas, o IPCA acelerou para 0,86% em outubro, no maior resultado para o mês, desde 2002 (+1,31%). No ano, a inflação acumula alta de 2,22% e, em 12 meses, de 3,92%.

“Acho até que os preços daqui ainda estão baixos. Minha percepção é que esse aumento deve chegar aos 10% e, após o primeiro trimestre de 2021, os imóveis de Manaus devem chegar a um equilíbrio de preços em um novo patamar, dentro da meta da inflação. Não há ambiente também para que tenhamos uma base inflacionária no setor. Mas vão ser lançados mais imóveis, porque o mercado está favorável, e os valores devem ser maiores. Quem tiver que comprar imóvel, é melhor que o faça agora”, encerrou. 

Procurada pela reportagem do Jornal do Commercio, por intermédio de sua assessoria de imprensa, a Ademi-AM (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas) não retornou, até o fechamento desta matéria.

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