Imobiliárias avançam a reboque da expansão do crédito

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Dados da Abecip mostram que os financiamentos com recursos da poupança cresceram no mês passado 136,89% em relação a setembro de 2006

As corretoras de imóveis locais projetam um incremento de até 40% no volume de negócios deste ano frente ao desempenho do ano passado. Conforme os executivos, o principal fator apontado pela alta é a expansão do crédito imobiliário, tido como uma das molas propulsoras do atual bom desempenho da construção civil não apenas no Amazonas, mas em todo o país.

Dados da Abecip (Associação das Entidades de Crédito Imobiliário) mostram que os financiamentos com recursos da poupança cresceram no mês passado 136,89% em relação a setembro de 2006. O montante de empréstimo atingiu R$ 1,85 bilhão em crédito para mais de 18 mil imóveis somente nesse período. Em 2007, até o nono mês o total de contratações ultrapassa os 135 mil imóveis, um incremento de aproximadamente 65% ante igual período do ano anterior.

Melhor fase

Segundo o diretor da Novacasa Imóveis, Hélio Alexandre, o mercado está passando pela melhor fase no país nos últimos anos. “Há quatro anos o governo federal vem fazendo reformas fiscais, que embora lentas, estão atingindo o ramo imobiliário, ao criar leis que protegem tanto mutuários quanto constru­toras, garantindo que estas apliquem o dinheiro da caderneta de poupança no mercado”, afirmou.

O executivo disse enxergar potencial de crescimento ainda pelos próximos seis anos, em virtude da elevada demanda habitacional. “Queira ou não, há no Brasil dinheiro circulando, seja formal ou informalmente, e isso provoca um crescimento em busca do mercado imobiliário. Se fizermos um apartamento de 45 metros quadrados, e o vendermos por R$ 80 mil com parcelas de até R$ 400, as pessoas já têm a capacidade de comprar”, assinalou.

“O mercado está extremamente positivo, e hoje a pessoa pode morar com dignidade porque os bancos estão dando as condições para isso, possibilitando o acesso ao crédito”, comentou o diretor da imobiliária, ressaltando que o país está começando a trilhar o caminho dos Estados Unidos quanto ao acesso ao crédito.

Perfil do novo consumidor

“O Banco Santander, por exemplo, financia apenas 3% de sua carteira hipotecária, e anunciou querer financiar até 2010, 10% do total da sua carteira hipotecária para casas próprias, o que mostra o quanto os bancos querem fazer financiamentos”, explicou Hélio Alexandre.

Quem compra

Alexandre afirmou que as compras de hoje são feitas principalmente por quem não tem casa própria, e é uma demanda que está sendo consumida muito rapidamente, seguida das pessoas que fazem o que chamou de “upgrade”, ou atualização, saindo de um apartamento pequeno para um maior. “Hoje a construção civil não tem mais problemas de qualidade; o que faltava era apenas crédito imobiliário”, comentou.

A projeção de expansão em volume de negócios da Novacasa para o ano corrente em relação a 2006 é de 40%, segundo o executivo. Nos últimos quatro meses, o incremento foi de 50% em volume de novos lançamentos em relação a igual período do exercício anterior.

De acordo com o gerente geral da Nortimóveis, Enoque Rodrigues, a construção civil está apresentando bom desempenho em face de várias medidas tomadas pelo executivo federal, e os bancos estão financiando com menos burocracia que no passado. “As construtoras estão oferecendo até 30 anos para pagar o imóvel, o que era improvável há alguns anos, quando o prazo era de no máximo 15 anos”, disse. “Isso é um processo natural, pois o financiamento do carro está se aproximando dos cem meses”, completou.

O volume de vendas da Nortimóveis deve apresentar um crescimento de 30% até setembro ante igual intervalo de 2006, segundo Rodrigues. De acordo com ele, o ano de 2008 deverá ser ainda melhor, ficando a projeção de alta na casa dos 35%. “A demanda está muito reprimida, e não há porque nos preocuparmos quanto a isso por pelo menos oito ou dez anos”, assinalou.

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Para o economista Roberto Fiacadori, proprietário da MCI (Manaus Consultoria de Imóveis), há um exagero qu

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