18 de abril de 2021

IGP-M interrompe quedas e sobe 0,42% no mês de setembro

O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), usado no reajuste de contratos de aluguel, encerrou setembro com alta de 0,42%, avanço expressivo em relação a agosto, quando o índice apontou deflação de 0,36%

O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), usado no reajuste de contratos de aluguel, encerrou setembro com alta de 0,42%, avanço expressivo em relação a agosto, quando o índice apontou deflação de 0,36%. A taxa interrompeu, assim, uma sequência de seis meses seguidos de deflação. No ano, o indicador acumula queda de 1,61% e, nos últimos 12 meses, a queda acumulada é de 0,40%. Os dados foram divulgados hoje pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
A metodologia aplicada na apuração do IGP-M é a mesma do IGP-10 e do IGP-DI, também apurados pela FGV, com a única diferença de ter um período de coleta diferente. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
O IPA (Índice de Preços por Atacado) subiu 0,53% neste mês, contra queda de 0,61% em agosto. O índice relativo aos Bens Finais teve alta de 1,11%, contra queda de 0,46% na leitura anterior. O destaque ficou com o subgrupo alimentos processados (de -1,59% para 2,29%). Excluídos os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice subiu 0,70%, contra queda de 0,70% em agosto.
O índice referente ao grupo Bens Intermediários subiu 0,78% neste mês, contra ligeira variação positiva de 0,06% um mês antes. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura passou de -0,15% em agosto para 1,30% em setembro. Excluído o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, o índice de Bens Intermediários subiu 0,63%, ante queda de 0,24% em agosto.
O índice de Matérias-Primas Brutas teve queda de 0,73% em setembro, contra uma queda maior, de 1,94%, em agosto. Os destaques foram os preços dos itens soja em grão (-3,95% para 0,40%), minério de ferro (-11,74% para -1,99%) e laranja (-9,29% para 12,66%). Já os preços de itens como leite in natura (3,27% para -2,80%), aves (-2,89% para -6,33%) e bovinos (-0,50% para -1,91%) aprofundaram as quedas.
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) apresentou subiu 0,28% em setembro, contra alta de 0,16% em agosto. O destaque foi o grupo Alimentação (de estabilidade para alta de 0,57%), em particular os itens: hortaliças e legumes (-1,01% para 5,07%), frutas (5,03% para 8,97%) e carnes bovinas (-0,57% para 0,72%).
Já os preços nos grupos Transportes (0,31% para 0,13%), Habitação (0,47% para 0,33%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,06% para 0,03%) desaceleraram, com destaque para os itens: gasolina (0,58% para estabilidade), tarifa de eletricidade residencial (2% para -0,06%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,15% para -0,66%).
O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 0,07%, contra 0,01% em agosto. Dois dos três grupos componentes apresentaram acréscimos em suas taxas de variação: Materiais e Equipamentos (de -0,39% para -0,02%) e Serviços (de 0,31% para 0,38%). O grupo Mão-de-Obra apresentou variação de 0,08%, contra 0,30% em agosto.

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