Iedi considera que queda anual da inflação continua, apesar da alta dos combutíveis

A taxa mensal do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) em outubro ficou em 0,28%, com ligeira aceleração frente ao mês anterior (0,24%), mas foi muito inferior ao registrado no mesmo mês de 2008, quando a taxa mensal foi de 0,45%. Este resultado ficou dentro da previsão dos analistas consultados pela Reuters, que esperavam avanço de 0,23%, segundo a mediana dos prognósticos de 30 instituições financeiras, que variaram de 0,19% a 0,30%.
Os fatores que contribuíram para esta aceleração na taxa mensal podem ser identificados nas altas de preços dos combustíveis, em especial o álcool com incremento de 10,61% e gasolina com variação de 1,06%. O conjunto dos combustíveis veiculares contribuiu com 0,08 pontos percentuais na taxa mensal, ao apresentar alta de 1,74%. Além dos combustíveis, as despesas com Transportes (de 0,27% para 0,51%) aumentaram devido à alta dos automóveis novos (de 0,67% para 1,08%), seguro de veículos (de 0,26% para 2,73%) e das tarifas de ônibus intermunicipais (de 0,08% para 0,62%). Outros fatores de alta foram o aumento das tarifas de telefonia celular (2,14%) e assinaturas de TV a cabo (1,87%) que, juntos, representaram uma contribuição de 0,04 pontos percentuais na taxa mensal. No grupo Habitação, a alta do gás em botijão (1,18%) resultou, juntamente com aumento da energia elétrica (0,51%) e Taxa de água e esgoto (0,53%) em contribuição de 0,04 pontos na taxa geral. Os itens do vestuário tiveram variação de 0,64% no mês (0,58% em setembro) e contribuíram com mais 0,04 pontos na taxa mensal, ainda como reflexo da troca das coleções
Em contraste, o grupo de maior peso na composição do índice, Alimentação, mostrou deflação de 0,09% (-0,14%, em setembro). Os produtos que mais contribuíram para este resultado benéfico foram o bacalhau (-6,95% no mês acumulando queda de 13,2% no ano); leite pasteurizado (-6,73% tendo contribuído com -0,08 pontos percentuais na taxa geral) e feijão carioca (-4,7%). Os produtos alimentícios que tiveram altas importantes foram cebola (+26,9%) e as altas continuadas do açúcar (+9,56% para o refinado e 5,59% para o cristal). Óleo de soja e carnes também tiveram altas mensais de 2,3% e 1,2%, mas apresentam deflação acumulada no ano de 6,5% e 5,1%, respectivamente.
O grau de difusão dos aumentos indica que, no conjunto dos produtos e serviços do IPCA, os itens com preços estáveis passaram de 61% em agosto (vindo de 58% em julho) para 63% em setembro e, em outubro totalizaram 64%, enquanto aqueles em inflação permaneceram na proporção de 20% do total de produtos e serviços desde agosto. Excluídos os alimentos, a proporção de itens estáveis se elevou para 75% ante 74% no mês anterior, aqueles em inflação recuaram de 17%% para 15%, enquanto os com deflação passaram de 17% para 16%, lembrando que nossa hipótese de estabilidade é definida como variações entre -1% e +1%.
Entre as 11 regiões pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa mensal foi superior à média nacional em cinco delas. As regiões com taxa acima da média incluem São Paulo (0,31%), Rio de Janeiro (0,39%), Curitiba (0,50%) e Recife (0,31%).

Despesas pessoais

Ao longo dos primeiros nove primeiros dez meses de 2009, o IPCA acumulou alta de 3,50%, resultado muito inferior ao verificado no mesmo período de 2008 (variação de 5,23%). As principais contribuições para o aumento do índice global continuam advindas do grupo Despesas Pessoais (variação de 6,95%) além de Educação (6,0%), com contribuição na composição total de 0,68 e 0,42 pontos percentuais, respectivamente. Com alta de 2,33% no ano, o grupo Alimentação e Bebidas, contribuiu com mais 0,53%.
No acumulado em 12 meses, o IPCA, também se manteve em trajetória de desaceleração pelo oitavo mês consecutivo, caindo para 4,17%, ante uma taxa de 6,41% em outubro de 2008. Na composição do acumulado nos últimos 12 meses, as maiores variações são observadas para as Despesas Pessoais, com taxa de 8,12% (8,64% em setembro) e com contribuição de 0,80%. As despesas com Alimentação e bebidas, com alta de 4,32% nos últimos doze meses contribuíram com outros 0,75%.
O conjunto dos bens duráveis continua a trajetória de deflação no acumulado em doze meses (-3,47% ante -3,72% em setembro) iniciada em dezembro de 2008, mesmo com a taxa mensal tendo sido positiva pela segunda vez desde novembro/2008. Os semiduráveis registraram recuo na taxa de variação anual, passando de 6,04% em setembro para 5,44% em outubro, não obstante a taxa mensal ter ficado estável, enquanto os não-duráveis registraram ligeira alta de 0,07% no mês, levando a taxa de doze meses a atingir 4,12% (4,72% em setembro). Os preços dos serviços também mostraram recuo no indicador em doze meses, tendo passado de 6,84% para 6,62% na passagem de setembro a outubro.

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