Iedi avalia que manufatura passa por dinamismo no mercado interno

Segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção industrial de fevereiro registrou variação positiva de 1,5% frente a janeiro na série livre de influências sazonais, após ter apresentado avanço de 1,2% no mês anterior. Assim, o patamar de produção voltou ao nível próximo ao de maio de 2008, porém ainda se mantém 3,2% abaixo do patamar de produção de setembro de 2008. Na comparação com fevereiro de 2009, a indústria brasileira assinalou alta de 18,4%, terceiro resultado positivo de dois dígitos, devido, principalmente, à baixa base de comparação. Dessa forma, a indústria acumulou acréscimo de 17,2% no primeiro bimestre do ano em comparação ao mesmo período de 2009. O indicador acumulado dos últimos doze meses até fevereiro (–2,6%), frente a igual período imediatamente anterior, apresenta queda menos intensa se comparado às variações dos meses anteriores.

Bens intermediários

No confronto com janeiro, a produção física de todas as categorias de uso do segmento, exceto a de bens intermediários, que obteve queda de 0,5%, assinalaram taxas positivas de variação em fevereiro. Os bens de consumo semiduráveis e não duráveis registraram crescimento de 2,4%, a maior entre as categorias. A produção de bens de capital (1,7%), por sua vez, reverteu o sinal após pequeno decréscimo de 0,1% em janeiro, enquanto a categoria de bens duráveis apresentou avanço de 0,7%.
A comparação com fevereiro de 2009 mostra acréscimo de 18,4%. Os bens de capital (26,2%) registraram o maior avanço de fevereiro dentre as categorias de uso, intensificando a expansão ocorrida em dezembro de 2009 e janeiro de 2010 (altas de 23,1% e 12,6%, respectivamente). Entre seus segmentos, os que assinalaram aumento acentuado no mês em questão foram: bens de capital para uso misto (32,4%), para construção (196,9%), para equipamentos de transporte (17,2%) e para fins industriais (25,3%). A produção de bens de consumo duráveis (25,2%) registrou o quinto crescimento consecutivo nesta comparação, impulsionada pela fabricação de bens beneficiados pela isenção fiscal do governo, como eletrodomésticos e automóveis. Já os bens intermediários (19,4%) registraram sua quarta alta consecutiva. Por sua vez, os bens de consumo semiduráveis e não duráveis apresentaram variação positiva de 10,5% no mesmo período.
No acumulado de janeiro e fevereiro deste ano com relação ao mesmo acumulado de 2009, a produção total cresceu (17,2%) como resultado da alta registrada em todas as categorias nessa mesma comparação. O maior crescimento foi na categoria de bens de consumo duráveis, com avanço de 30,2%. Em seguida, os bens intermediários registraram expansão de 20,0% e os bens de capital, de 19,1%. Por sua vez, os bens de consumo semi e não duráveis apresentaram avanço menos acentuado de 8,0%. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em fevereiro, por sua vez, a tendência de melhora dos índices mantém-se: bens de consumo duráveis e semi e não duráveis tiveram suas produções aumentadas em 1,5% e 0,5%, respectivamente, a primeira positiva em 12 meses nesta base de comparação. Os bens intermediários continuam a registrar variação negativa (–3,1%), porém de menor magnitude que o mês imediatamente anterior (–5,9%). O mesmo movimento pode ser observado na categoria de bens de capital: apresentava recuo de 15,8% da produção em janeiro e, em fevereiro, de –12,7%.

Setor farmacêutico

Setorialmente, na passagem entre janeiro e fevereiro do presente ano, foi observada alta da produção em quinze das vinte e sete atividades pesquisadas pelo IBGE que têm séries sazonalmente ajustadas, resultando em acréscimo de 1,5% no geral. Corroborou para esse resultado o desempenho dos setores: farmacêutica (15,9%), edição e impressão (7,0%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (15,0%), metalurgia básica (3,0%), máquinas e equipamentos (2,1%) e outros produtos químicos (1,5%). As principais pressões negativas da indústria, por outro lado, vieram dos segmentos de refino de petróleo e produção de álcool (–2,3%), vestuário e acessórios (–8,6%) e produtos de metal (–3,2%).
No confronto com mesmo mês do ano anterior, o acréscimo de 18,4% deveu-se às variações positivas de vinte e quatro ramos pesquisados. Os maiores impactos vieram de veículos automotores (36,3%), máquinas e equipamentos (42,3%), metalurgia básica (35,9%), outros produtos químicos (26,7%), farmacêutica (51,9%), produtos de metal (44,5%) e indústrias extrativas (20,3%). A influência negativa veio principalmente do setor de outros equipamentos de transporte (–12,7%).

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email