Ideb mostra 24% dos municípios abaixo da meta, mas Amazonas sobe

Dados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) divulgados pelo MEC (Ministério da Educação) mostram que, apesar da melhoria do país nos resultados, 24% dos municípios ficaram abaixo da meta estipulada para 2009. As notas se referem aos anos finais do ensino fundamental, que equivale à 5ª à 8ª série (6º ao 9º ano). Nos anos iniciais, da 1ª à 4ª (1º ao 5º ano) série, foram 15% das cidades.
No total, 5.404 municípios tiveram nota computada no Ideb na 4ª série. Nos anos finais, foram 5.450 municípios, segundos os dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). Parte dos municípios analisados pelo instituto ficou sem nota por não ter atingido quantidade suficiente de amostras para o cálculo.
O Ideb leva em conta dois fatores que interferem na qualidade da educação: rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e médias de desempenho na Prova Brasil.
Entre os municípios com as piores notas no Ideb 2009 na 4ª série estão cinco cidades da Bahia, duas do Piauí, duas da Paraíba e uma do Pará. A pior nota foi de Apuarema, na Bahia, com 0,5. A meta da cidade era 2,6. Em 2005, o município teve 2,1 e em 2007 teve 2,7. O Ideb é calculado a cada dois anos.
Na 8ª série, as piores notas foram registradas em cinco cidades da Bahia, três do Rio Grande do Norte, duas de Alagoas, uma da Paraíba, uma do Maranhão e uma de Sergipe. A nota mais baixa foi de Jardim de Angicos, no Rio Grande do Norte, que teve 1,6. A meta do governo federal para a cidade em 2021 é 4,6, enquanto a do Brasil é 5,5.
Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro concentram os 20 municípios com as melhores notas no ensino fundamental. Os outros estados atingiram a meta ou superaram a nota. A pior nota estadual é a do Piauí, que atingiu a nota 3, e cuja meta era 3,1. Em 2005 e 2007, o estado atingiu 2,9. A escala vai de 0 a 10.
A meta do governo federal para o país no ensino médio em 2021 é chegar a 5,2. A nota de países desenvolvidos é 6. O estado com a melhor nota nesse ciclo foi o Paraná, com 4,2, que superou a meta para 2009 em 0,5 ponto.

Amazonas tem bom desempenho

Segundo os dados apresentados pelo MEC, o Estado do Amazonas conseguiu obter aumento no nível de educação básica. De acordo com o secretário de Estado da Educação, Gedeão Amorim, o Amazonas superou as metas fixadas pelo Ideb, o que projeta um crescimento ainda maior para os próximos anos. O Ideb é uma forma de ranking em que notas de 0 a 10 são dadas ao ensino médio básico de todo o Brasil. A média fixada pelo MEC é de 6, que é a mesma dos Países de primeiro mundo. Esta meta deve ser alcançada até 2012”, explicou.
Segundo o ranking, o Amazonas atingiu, em 2009, o índice de 3,9 pontos para ensino fundamental, sendo que a meta estabelecida era de 3,5 pontos. Para 2021, a meta, neste quesito é de 5,4 pontos, pelo menos. Para os anos finais do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano) a meta do Estado era 2,9 pontos em 2009. O resultado obtido foi de 3,5. Já o Ensino Médio o esperado era alcançar 2,5 pontos. O resultado atingido foi de 3,3 pontos.
Pela projeção dos resultados, os pontos conquistados pelo Estado estão superiores ao esperado para este ano. Nos quesitos ‘ensino fundamental’, o Amazonas alcançou a meta estipulada para 2011. Para o ensino fundamental, o Estado atingiu a marca projetada para 2015.

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