Idam cria unidades para retomar seringais

Na tentativa de retomar os trabalhos com a cultura da seringueira, a extensão rural, por meio da unidade local do Idam em Manaus vem, desde o ano de 2004, desenvolvendo ações visando dar credibilidade ao plantio da cultura no Estado. Com esse objetivo foram instaladas duas Unidades de Observação com área plantada de 0,5 ha cada num processo que envolveu a formação de viveiro e jardim clonal, enxertia de base e de copa, plantio de mudas enxertadas e manutenção (adubação e tratos culturais).
Essas unidades foram implantadas com apoio da Embrapa e fazem parte do Macro Programa de Pesquisa da Embrapa-SEG. Instaladas em propriedades de pequenos produtores, nos km 24 e 25 do ramal do Pau Rosa – Assentamento do Tarumã Mirim, as Unidades de Observação estão testando nove clones de painel e seis clones de copa, cujo objetivo principal é observar o comportamento destes principalmente referentes a doenças foliares.
Na opinião do engenheiro florestal Gerson Costa, da Unloc / Idam em Manaus para que haja segurança na recomendação de novos plantios para os agricultores, torna-se imperativo testar estes clones em unidades de observação, uma vez que os resultados de pesquisa foram em condições ambientais de Manaus (rodovia AM-10, km 28). “A validação de resultados de pesquisas passa necessariamente pela avaliação em ambientes diferentes daqueles de onde os resultados foram obtidos”, salientou Gerson.
De acordo com o diretor de Assistência Técnica e Extensão Florestal Malvino Salvador, os resultados alcançados após seis anos de observação são animadores, algumas combinações copa x painel vem apresentando desempenho positivo quanto à resistência a doenças.
“Em relação à produção ainda não foram realizados testes, entretanto, existem clones com enxertia de copa produzindo duas toneladas de borracha seca/ha/ano a partir do quinto ano de sangria no campo de pesquisa da Embrapa/Manaus. Estão programadas a instalação de mais quatro unidades de observação nas regiões do Rio Purus, Madeira e Juruá, totalizando uma área de 8 ha”, finalizou Malvino.
Os primeiros plantios de seringueira na Amazônia foram há mais de um século e simultaneamente aos ocorridos no sudeste da Ásia, com sementes não selecionadas. Desde esses primeiros plantios o “mal das folhas”, uma das cinco mais graves doenças das plantas, causado pelo fungo Microcyclus ulei, tem impedido o sucesso da heveicultura na Amazônia. Várias foram as tentativas para consolidar a heveicultura na Amazônia úmida, sendo a última por meio do Programa de Incentivo à Produção de Borracha Natural (PROBOR I, II e III) na década de 1970 a 1980 onde mais de 30.000 ha de plantio foram perdidos e dizimados por doenças.
Há 40 anos, com o apoio deste programa, o Serviço de Extensão Rural iniciou um trabalho ousado e persistente com a cultura da seringueira, objetivando retomar a produção de borracha natural no Amazonas. Recentemente a Embrapa disponibilizou resultados de pesquisa, para o plantio de seringueira utilizando técnica de enxertia de copa, que resultaram de um trabalho de 20 anos de melhoramento genético, onde foram obtidos novos clones e testados principalmente em relação à resistência a doenças foliares. São clones para enxertia de copa genuinamente obtidos no Amazonas.

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