ICANN pode ampliar número de domínios na internet

A ICANN, uma organização independente responsável pela organização da internet, planeja levar adiante seus planos para expandir o número de endereços de web possíveis, apesar de críticas setoriais e de preocupações de algumas organizações policiais.
A Internet Corporation for Assigned Names and Numbers, que decide quem administra os domínios com os sufixos .com, .net e outros que ficam na porção final de um endereço online, planeja começar a aceitar na semana que vem inscrições para um número muito maior de opções de domínios online.
Isso enfureceu e preocupou muitas empresas, que já dedicam esforços a vasculhar a web em busca de violações de marcas e ocasionalmente adquirem endereços de Web que não planejam usar a fim de impedir que caiam sob o controle de aproveitadores.
Em carta divulgada na última terça-feira, Lawrence Strickling, diretor da Administração de Telecomunicações e Informações, no Departamento de Comércio norte-americano, instou a ICANN a tomar medidas que minimizem a necessidade desse tipo desses registros defensivo por parte das empresas.
“Em reuniões que conduzimos com o setor nas últimas semanas, descobrimos que existe forte preocupação quanto aos detalhes específicos de um programa que pode resultar em consequências imprevistas e inesperadas, as quais podem ameaçar seu sucesso”, escreveu Strickling em sua carta.
A ICANN informou que estudaria as recomendações de Strickling. “Apreciamos as recomendações e sugestões do secretário assistente Strickling”, disse Steve Crocker, presidente do conselho da ICANN, em comunicado distribuído via e-mail.

Preço dos domínios

Os novos domínios custariam US$ 185 mil cada, e as inscrições serão aceitas a partir de 12 de janeiro, ainda que não se saiba quando os primeiros domínios registrados sob o novo regime entrarão em operação.
“É claro que vamos agir devagar”, disse uma fonte próxima à ICANN.
Mas, ainda assim, a organização não planeja adiar o lançamento dos novos domínios, cujo objetivo é permitir mais inovações em endereços de site e abrir espaço para os alfabetos não latinos. A organização promete um rápido processo para lidar com violações a marcas registradas sob o novo sistema.

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