IBGE estima em 145,1 mi de toneladas a safra colhida este ano

A produção de grãos em 2008 deve bater em 9% a safra recorde do ano passado, segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada na última quinta-feira, 7.
O país deve colher 145, 1 milhões de toneladas de grãos, volume 1% maior do que o estimado em junho (143,6 milhões de toneladas). De acordo com o IBGE, os 14 produtos analisados neste mês tiveram aumento de estimativa, com destaque para o milho, a soja e o trigo.
O fim da colheita dos produtos cultivados no verão, a reavaliação da produção de sorgo, milho e feijão e também da expectativa de acréscimo na próxima safra de feijão e das culturas de inverno como trigo foram os motivos apontados pelo IBGE para o aumento da safra.
A região Sul deve contribuir com a maior parte da produção de grãos em 2008: 60,6 milhões de toneladas. Em seguida vêm a região Centro-Oeste (50,5 milhões de toneladas) e a região Sudeste (17,5 milhões de toneladas).
O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE mostra que há expectativa de aumento de 4,3% na área plantada nesse ano em relação ao anterior. A produção deve ocupar 47,3 milhões de hectares ao final de 2008.
Ocupam a maior parte desse terreno a cultura de soja (21,3 milhões de hectares), o milho (14,4 milhões de hectares) e o arroz (2,9 milhões de hectares), produtos que representam 90% da produção de grãos do país. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) também divulgou quinta-feira, em Brasília, a estimativa para a colheita. As duas instituições têm trabalhado para diminuir as diferenças entre as projeções.

Estimativa positiva

A colheita total de grãos do país na safra 2007/2008, que está se encerrando, deve ser de 143,7 milhões de toneladas. A quantidade é 9,1% maior que a colhida na safra passada, que foi de 131,8 milhões de toneladas. A previsão do 11º levantamento da safra, divulgado hoje pela Conab também é 0,9% superior à última estimativa, publicada há um mês.
Segundo a estatal, isso ocorreu porque “a previsão de uma queda acentuada na produção de milho no Paraná, decorrente das geadas que atingiram o Estado no mês de junho, não ocorreu com a intensidade esperada”.
Soja e milho são as principais culturas, representando, juntas, 83% da produção brasileira de grãos. Nessa safra foram colhidas 60,1 milhões de toneladas de soja e 58,5 milhões de toneladas milho, influenciadas pelo aumento dos preços das commodities e do uso mais intenso de tecnologias no campo.
O feijão, produto importante na segurança alimentar, deve chegar a 3,5 milhões de toneladas, um crescimento de 6,1% em relação à safra anterior. A colheita do arroz também cresceu 7% e deve atingir 12,1 milhões de toneladas, mesmo com uma pequena redução da área plantada.
O levantamento da Conab também mostrou que o trigo, que já foi plantado no início do ano e deve ser colhido até dezembro, portanto, já na safra 2008/2009, tem colheita estimada em 5,4 milhões de toneladas. Essa quantidade representa um aumento de 41,9% em relação à última colheita, de 3,8 milhões de toneladas, e coloca o produto em posição de destaque. O Brasil depende da importação de trigo, com um consumo interno anual de 10,25 milhões de toneladas.
O estudo divulgado ontem pela Conab foi realizado por 79 técnicos da companhia entre os dias 14 e 18 de julho, nos principais estados produtores.

Aumento da produtividade pode acontecer em até 10 anos

“O trabalho desenvolvido pela Embrapa, o planejamento do governo e o aumento do financiamento da agricultura são fatores que contribuirão para que, nos próximos dez anos, dupliquemos a produtividade de grãos no país e cresçamos 15% ao ano”, ressaltou o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Silas Brasileiro, ao anunciar o 11º levantamento de safra de grãos, na última quinta-feira, 7, em Brasília.
Em relação ao trigo, Brasileiro disse que há tranqüilidade porque o Brasil vai produzir metade do que é consumido pela população e todos os anos esse número vai aumentar. “Vamos chegar, nos próximos três anos, sem a necessidade de importação”, destacou.
Durante o levantamento da safra de grãos, o diretor de Logística e Gestão Empresarial da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Sílvio Porto, explicou os fatores que contribuíram para a colheita recorde.

Clima favorável

“Tivemos excelente clima durante o período da safra de verão, no início da safra de inverno tivemos chuvas regulares e, nesse momento, em que pese a baixa umidade relativa do ar, temos umidade no solo suficiente, que indica a possibilidade do início do plantio”, disse.
“Com isso, temos excelente expectativa em relação à próxima safra em termos de produtividade”, enfatizou o diretor da Conab.
“As 58 milhões de toneladas de milho, nesta safra, apontam tranqüilidade para que possamos exportar 11 milhões de toneladas e ter quantidade para atender demanda interna”, finalizou Porto.

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