IBGE constata queda de 3,2% no AM

https://www.jcam.com.br/ppart08042013.jpg
Produtos químicos, equipamentos de transporte e aparelhos eletrônicos puxaram o desempenho para baixo

A produção industrial no Estado registrou em fevereiro queda de 3,2%, comparado ao mesmo período do ano passado, aponta IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Já no acumulado anual, quando se é somado os últimos 12 meses do ano, o recuo é de 6,9%, sendo o décimo primeiro resultado negativo consecutivo desse cálculo. O Amazonas ficou na penúltima colocação, na frente apenas do Espírito Santo.
As atividades responsáveis pelo baixo desempenho, em fevereiro, foi o de produtos químicos (-21,03%), outros equipamentos de transporte (-19,6%) e o de aparelhos eletrônicos (-15,03%). “É preciso que eles se recuperem, já que possuem peso maior no cálculo da produção industrial”, frisou o disseminador de informações do IBGE no Amazonas, Adjalma Jaques.
Na opinião do vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Amazonas), Athaydes Mariano Félix, esses resultados do IBGE já eram esperados. “Estamos agora é com expectativa de melhora a partir do segundo semestre deste ano, talvez a partir de maio já possamos começar a ver uma mudança”, comentou o porta-voz, que acrescenta que a meta do setor industrial é agora conseguir manter os mesmos índices do ano passado.
Félix explica que os principais motivos da queda de produção industrial são a elevada carga tributária e a concorrência desigual. “Temos buscado cada vez mais oferecer produtos baratos com qualidade superior e, em contrapartida, o governo tem aumentado os valores dos tributos e taxas, afetando diretamente a produção”, disse o representante.
Descrente nos resultados do IBGE, o economista da FIEAM, Gilmar Freitas acredita que os números do último indicador da Suframa (divulgados essa semana), que apontavam crescimento de R$ 5,69 bilhões no faturamento das empresas do PIM, representando um crescimento de 12,8%, foram mais precisos. Já que são as próprias empresas que abastecem o sistema com informações como faturamento, produção e mão de obra. “Por isso, acredito que tivemos um bom desempenho no mês de fevereiro, entretanto o Polo de Duas Rodas, atualmente, é o único que não tem conseguido se recuperar”, avalia o especialista.
No acumulado para o primeiro bimestre do ano assinalou recuo de 2,6%, queda menos intensa do que os 7,2% observados no último trimestre de 2012. O índice apontou diminuição de 1,2% em fevereiro em relação a janeiro deste ano, quando houve alta de 2,0%. Para Adjalma Jaques, os recuos na produção de telefones celulares e televisores, e motocicletas e suas peças foram os que sobressaíram no levantamento. Outros setores que apresentaram queda de desempenho foram: os de equipamentos de instrumentação médico-hospitalar e ópticos (-4,22%), produtos químicos (-21,03%) e a indústria extrativista (-3,12%).
Entretanto, entre as onze atividades pesquisadas, entre os seis ramos que apontaram crescimento na produção, as influências mais relevantes foram observadas em máquinas e equipamentos (21,1%) e edição, impressão e reprodução de gravações (16,2%), impulsionados principalmente pela maior fabricação de aparelhos de ar-condicionado e de DVD, respectivamente.
A produção industrial registrou queda em 11 dos 14 locais pesquisados IBGE em fevereiro, comparado ao primeiro mês do ano, a média da queda na indústria brasileira ficou em 2,5%. Minas Gerais (-11,1%) apresentou o menor índice, seguido de Bahia (-3,7%), Ceará (-3,2%), Pernambuco (-3,2%) e Pará (-2,5%). Nos últimos 12 meses, o total nacional registrou queda de 1,9%, mas sete mostraram avanço frente ao índice de janeiro. Os resultados negativos mais acentuados nesse mês foram registrados por Espírito Santo (-7,6%), Amazonas (-6,9%), Paraná (-6,0%) e Rio Grande do Sul (-4,4%).

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email