IBGE aponta desaceleração no AM

Em dezembro de 2013 a produção industrial do Amazonas apresentou recuo de -4,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, assinalando, assim, a segunda taxa negativa consecutiva, com quatro das onze atividades pesquisadas mostrando queda na produção. Os dados foram divulgados pelo IBGE. A queda foi superior à média nacional para o período, que também apresentou retração: – 2,3%. Já na comparação com novembro, a queda foi um pouco menor, chegando a -0,6%.
Para o presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, este comportamento da indústria não foi pontual e é reflexo de uma desaceleração do setor que já vinha sendo observada durante todo o ano passado.
“Não foi (um resultado) pontual. Os resultados negativos de alguns setores são por conta da desaceleração da indústria. O setor de duas rodas teve um decréscimo no qual perdemos quase 7%. No (setor) eletroeletrônico a redução foi de 0,07%. Então isso tudo fez com que efetivamente nós tivessémos esse recuo, que na média ficou em torno de 4,7%, que ficou próximo das variações observadas pelo IBGE”, justificou.
Mas segundo o disseminador de informações do IBGE, Adjalma Nogueira, O principal impacto negativo ficou com o setor de alimentos e bebidas (-28,5%), pressionado, especialmente, pela menor produção de preparações em xarope e em pó para elaboração de bebidas e refrigerantes. Vale citar também as influências negativas vindas dos setores de edição, impressão e reprodução de gravações (-35,6%) e de equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros (-33,4%), pressionados, respectivamente, pela menor produção de DVDs; e de relógios de pulso e lentes para óculos.
Por outro lado, ao contrário do que disse Antônio Silva, o IBGE apurou que a contribuição positiva mais relevante para o total da indústria foi observada no setor de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (32,1%), seguido por refino de petróleo e produção de álcool (31,5%), outros equipamentos de transporte (21,3%) e borracha e plástico (45,8%), impulsionados, em grande parte, pela maior produção de televisores, no primeiro ramo; gasolina automotiva e óleo diesel e outros óleos combustíveis, no segundo; motocicletas e suas peças, no terceiro; e peças e acessórios de plástico para a indústria eletroeletrônica e garrafões, garrafas, frascos e artigos semelhantes de plástico, no último.
No corte trimestral, a indústria amazonense recuou 2,7% no quarto trimestre de 2013, após registrar expansão de 1,3% no período julho-setembro, ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. Essa perda de dinamismo entre os dois períodos foi observada em quatro dos onze ramos pesquisados, com destaque para o setor de alimentos e bebidas, que passou de -1,7% para -16,6%, seguido por equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros (de -1,9% para -22,5%) e refino de petróleo e produção de álcool (de 112,1% para 50,7%). Por outro lado, os principais ganhos de dinamismo foram observados nas atividades de outros equipamentos de transporte, que passou de 8,5% para 25,5%, e de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (de -2,8% para 0,4%), segundo o IBGE.

Expectativas pessimistas

Diante deste cenário, as previsões para 2014 também são pessimistas. Para Antonio Silva, a desvalorização do real frente ao dólar deve prejudicar ainda mais o desempenho industrial no país. Mesmo sem os dados do mês de janeiro divulgados, ele acredita que a tendência de queda deverá se manter.
“O ano de 2014 não é aquilo que a gente esperava. Acredito que o mês de janeiro também não foi bom, mas vamos esperar o fechamento dos números para que a gente possa ter dados mais concretos”, avaliou.
Apesar dos resultados negativos no último mês, a produção industrial fechou 2013 com saldo positivo de 0,7% no Estado.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email