IBGE aponta alta do PIB de 6,1%

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revisou seus dados e informou na quarta-feira que a economia brasileira cresceu 6,1% em 2007. Com isso, o resultado torna-se o maior desde 1986, quando a economia teve expansão de 7,5%.
O dado revisado do PIB (Produto Interno Bruto) é definitivo e corrige os 5,7% divulgados anteriormente.
Esta é a segunda revisão para cima, o primeiro dado indicava alta de 5,4%.
Ao todo, foram movimentados R$ 2,661 trilhões em 2007. O setor de serviços registrou alta de 6,1% naquele ano. Um pouco abaixo, a indústria teve uma expansão de 5,3% e a agropecuária teve crescimento de 4,8%.

Máquinas e equipamentos

O investimento medido pela formação bruta de capital fixo representou 17,4% do PIB em 2007. No ano anterior, a fatia ficou em 16,4%. Segundo o IBGE, esse desempenho foi impulsionado por máquinas e equipamentos, responsáveis por 54,1% do total.
Ainda de acordo com a revisão, em 2007, o consumo das famílias teve um aumento de 6,3% sobre o ano anterior. Já o consumo dos governos subiu 5,1%, na mesma comparação. Na média, o consumo total teve incremento 5,8%.

Investimento e consumo

O maior crescimento, em 20 anos, da economia em 2007 foi impulsionado pelo crescimento dos investimentos no país nesta década e pelo forte consumo interno, de acordo com os dados revisados do PIB.
Pela ótica da oferta, os setores de serviços e a indústria cresceram ainda mais na revisão do PIB, enquanto a agropecuária perdeu espaço.
Entre 2003 e 2007, a participação do investimento no PIB cresceu 2,1 p.p (pontos percentuais), representando 17,4% do total. Entre 2006 e 2007, essa taxa deu um salto de 1 p.p. Isso significou R$ 24 bilhões de investimentos a mais em 2007, na comparação com o ano anterior.
Já o consumo final cresceu 5,8% em 2007, ante alta de 4,5% no ano anterior. As famílias elevaram sua demanda em 5,8%, contra incremento de 4,5% em 2006. Já o consumo dos governos registrou alta de 5,1% há dois anos. Em 2006, havia crescido menos, com aumento de 2,6%.
A revisão definitiva do IBGE identificou um crescimento maior da indústria, e principalmente, o setor de serviços. Este último, por ter maior participação na economia, teve maior influência para a elevação de 6,1% do PIB em 2007, ante alta de 5,7% observada anteriormente. O dado anterior indicava um incremento de 5,4% no valor adicionado dos serviços naquele ano. A edição atua-lizada indica elevação de 6,1%.
Já a indústria teve aumento de 5,3% no valor adicionado ao PIB, de acordo com a revisão definitiva. Anteriormente, a alta era de 4,7%.
A agropecuária cresceu ainda menos, informou o IBGE. Em 2007, a expansão foi de 4,8%, ante alta de 5,9% observada antes. A obtenção de dados mais completos indicou, por exemplo, que o incremento no valor adicionado do algodão, que tinha sido de 40%, ficou em 14,7%. O mesmo se aplica à cana, cuja alta de 15,1%, não passou de 9%, pelos dados revisados.
Em termos de participação no PIB, pela ótica da oferta, o setor de serviços ampliou sua fatia de 65,8% para 66,6%. Já a indústria perdeu terreno, encolhendo de 28,8% para 27,8%. Segundo o gerente da coordenação das Contas Nacionais do IBGE, Cristiano Martins, um dos fatores para a redução da participação da indústria foi a valorização do real frente ao dólar, cuja apreciação foi de 10% de 2006 para 2007. Em anos de valorização, existe a tendência de se importar mais e produzir menos”, afirmou.

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