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Hotelaria no Amazonas tem menor ocupação e alta no valor das diárias

Dado divulgado pela pesquisa do FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil) aponta recuperação das diárias médias no setor hoteleiro brasileiro após a crise econômica, com exceção de Manaus.

O setor hoteleiro brasileiro está passando por um processo de recuperação dos valores médios das diárias após anos de queda devido à crise econômica. No entanto, Manaus destaca-se como uma exceção a esse crescimento nacional, apresentando uma redução na taxa de ocupação.

De acordo com Orlando de Souza, presidente executivo do FOHB 

, a recuperação do valor das diárias estava em curso desde 2019, mas

foi interrompida pela chegada da pandemia em 2020. A partir de 2022 e 2023, o setor

hoteleiro começou a vivenciar uma retomada gradual dos valores médios das diárias, que

haviam sido afetados pelas crises anteriores.

No entanto, enquanto o restante do país registra um aumento na taxa de ocupação devido

ao fim da pandemia e ao crescimento do turismo, Manaus mantém uma taxa de ocupação

de aproximadamente 22%. Embora essa taxa seja ligeiramente inferior à do ano anterior, é considerada positiva e estável.

Segundo Souza, variações de três pontos percentuais para cima ou para baixo na taxa de

ocupação são estatisticamente insignificantes quando as taxas estão acima de 60%. A

redução em Manaus pode ser atribuída a fatores específicos, como a redução temporária

na oferta de quartos devido a reformas ou eventos que ocorreram em um ano e não se

repetiram no ano seguinte.

Além disso, a presença da Zona Franca de Manaus foi um fator que contribuiu para a

estabilidade da ocupação na cidade, mesmo durante a pandemia. Enquanto outras cidades

enfrentaram uma queda significativa na ocupação, Manaus foi menos impactada, já que a

Zona Franca continuou operando.

Para a ABIH-AM (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Amazonas), a ocupação só veio melhorar no segundo semestre, setembro e outubro com a temporada de pesca esportiva, mesmo assim já está apresentando queda nas hospedagens, pois logo as indústrias estão entrando de férias coletivas. “A seca também prejudicou o fluxo regional, quanto às tarifas, foi muito pouco o reajuste. Manaus ainda tem a diária média mais baixa, R$ 238.80, reajuste alto teve nas passagens aéreas, uma malha com poucas opções de voo e conexões longas e distante do destino das viagem”, frisou o presidente, Roberto Bulbol. 

Contramão

No comparativo entre janeiro e outubro de 2022  e o mesmo período de 2023, há um movimento que vai na contramão dos números do Fohb. O empreendimento teve alta de 16% da diária média e 18% na taxa de ocupação. Segundo o diretor de Operações Brasil, Bolívia e Chile da Wyndham Hotels & Resorts, Hiram Della Croce, com operações em Manaus, “a expectativa é que em novembro e dezembro o empreendimento consiga atingir, até mesmo ultrapassar a marca de 20% de crescimento na ocupação”.

O FOHB continua monitorando e trabalhando em conjunto com os operadores hoteleiros

para impulsionar a recuperação do setor e promover o crescimento sustentável da indústria

hoteleira no Brasil.

Números

Dados da Amazonastur (Empresa Estadual de Turismo) mostram alta no número de turistas no primeiro semestre em comparação com o mesmo período de 2022.

O turismo injetou mais de R$ 420 milhões na economia amazonense no primeiro semestre deste ano, os dados foram divulgados pelo Governo do Amazonas, em alusão ao Dia Mundial do Turismo, ocorrido no dia 27 de setembro. De acordo com Amazonastur, o segmento registrou alta de 8,38% no número de turistas, quando comparado a igual período de 2022. Já o faturamento no turismo cresceu 24,6%.

Com destaque internacional em publicações como a Revista Forbes e o Jornal New York Times, o Estado viu sua movimentação turística crescer. Ao todo, 174 mil turistas conheceram as belezas do turismo amazonense no período analisado.

Destaque

O Amazonas entrou para a lista do guia de viagem Lonely Planet, sendo considerado o destino mais incrível para visitar no Brasil. O guia destaca o Estado e menciona o ecoturismo, a culinária regional, a história de Manaus e as belezas naturais do Estado, como o Encontro das Águas. 

A inclusão no Lonely Planet reflete o potencial excepcional do Amazonas como destino turístico. Segundo o presidente da Amazonastur (Empresa Estadual de Turismo do Amazonas), Ian Ribeiro,  o destaque alcançado no guia é resultado do empenho contínuo do Governo do Estado em promover a região e consolidar seu status como um polo turístico de referência. 

O Amazonas, destacou Ribeiro, tem mantido um firme compromisso em tornar suas atrações naturais e culturais de fácil acesso para os viajantes, para consolidar o município como referência no turismo. “O ecoturismo é um dos fortes segmentos no turismo no Amazonas, movimentando uma economia que alia o desenvolvimento econômico e social com sustentabilidade. 

O trabalho do ecoturismo com as comunidades indígenas e ribeirinhas valorizam a ancestralidade, a cultura e o conhecimento da floresta”, disse o presidente da Amazonastur. Não só o Estado como a cidade de Manaus foi destaque na publicação que completa 50 anos no mercado este ano, revelou suas apostas no último mês em seu relatório anual “Best in Travel”.

Andréia Leite

é repórter do Jornal do Commercio
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